Covid-19

Hospitais de Manaus no Brasil estão sem oxigénio para tratar doentes

Hospitais de Manaus no Brasil estão sem oxigénio para tratar doentes

O recrudescimento da pandemia em Manaus, capital regional do estado brasileiro do Amazonas, agravou a situação dentro de hospitais e há relatos de falta de oxigénio para tratar pacientes com covid-19.

O investigador Jesem Orellana, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na Amazónia, citado pelo jornal Folha de S.Paulo, disse ter recebido vídeos, áudios e relatos telefónicos de pessoas que atuam na linha de frente de unidades de saúde com informações dramáticas.

"Estão relatando efusivamente que o oxigénio usado para tratar pacientes em estado grave acabou em instituições como o Hospital Universitário Getúlio Vargas e serviços de pronto atendimento, como o SPA José de Jesus Lins de Albuquerque", afirmou Orellana.

"Acabou o oxigénio e os hospitais viraram câmaras de asfixia (...) Os pacientes que conseguirem sobreviver, além de tudo, devem ficar com sequelas cerebrais permanentes", acrescentou o investigador.

A falta de oxigénio para pacientes foi confirmada à Folha pelo reitor Sylvio Puga, da Universidade Federal do Amazonas, que administra o Hospital Universitário Getúlio Vargas.

Puga explicou que na manhã desta quinta-feira, por falta de oxigénio, os pacientes receberam atendimento por meio de ventiladores mecânicos, que são equipamentos que precisam do auxílio de uma pessoa para funcionar, acrescentando que os funcionários do hospital trabalham para evitar a morte dos pacientes.

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Pacientes que estão sendo tratados em casa também relataram dificuldade de reabastecer os cilindros de oxigénio alugados.

Segundo o jornal brasileiro, pelo menos 30 pacientes com covid-19 que estão internados Hospital Universitário Getúlio Vargas serão esta quinta-feira transferidos para o Hospital Universitário de Teresina, capital do estado do Piauí.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo maior número de mortos (205 964, em mais de 8,2 milhões de casos), depois dos Estados Unidos.

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