Crise

Ajuda humanitária da Rússia chegou à Venezuela

Ajuda humanitária da Rússia chegou à Venezuela

A ajuda humanitária enviada pela Rússia para a Venezuela, com 7,5 toneladas de medicamentos e material médico, já chegou ao país, anunciou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Segundo Maduro, estes medicamentos e material médico destinam-se a três hospitais em Caracas e no Estado de Bolívar.

Na segunda-feira, Nicolás Maduro tinha anunciado que a Rússia enviou 300 toneladas de ajuda humanitária para os venezuelanos e que estas chegariam ao país na quarta-feira, tendo confirmado esta quinta-feira a entrada de 7,5 toneladas.

O anúncio de Nicolás Maduro acontece numa altura em que deputados da oposição estão a caminho da fronteira com a Colômbia para coordenar a entrada de ajuda humanitária de outros países.

Maduro continua a rejeitar a ajuda humanitária oferecida pelos Estados Unidos da América e por outros países e que se encontra na Colômbia, no Brasil e no Curaçau à espera de autorização para entrar no país.

O líder do parlamento venezuelano, Juan Guaidó, autoproclamado Presidente interino, marcou para o próximo sábado a entrada dessa ajuda humanitária no país e conta com o apoio de 700 mil voluntários disponíveis para trabalhar em vários postos fronteiriços.

A crise política na Venezuela, onde vivem cerca de 300 mil portugueses ou lusodescendentes, agravou-se em 23 de janeiro, quando Juan Guaidó se autoproclamou presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres, mas Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, fala numa tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceu Guaidó como presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

A repressão dos protestos antigovernamentais desde 23 de janeiro provocou já 40 mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.

Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou mais de 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.

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