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Alemanha condena morte de ativista russa dos direitos LGBT

Alemanha condena morte de ativista russa dos direitos LGBT

A Alemanha condenou, na quarta-feira, o assassínio na Rússia de uma ativista política, Yelena Grigorieva, e apelou às autoridades que investiguem se o crime está ou não relacionado com o seu ativismo pelos direitos LGBT.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, Christofer Burguer, disse hoje que Berlim "está muito preocupada com as circunstâncias da sua morte", porque Grigorieva foi alvo de ameaças no passado.

Burguer apelou para que a investigação seja transparente e imparcial.

"Em particular, nós esperamos que seja revelado se o assassínio de Grigorieva está relacionado com o seu compromisso com a causa LGBT", acrescentou.

De acordo com os média locais, o suspeito do crime é um homem de 40 anos da região de Bashkiria.

O ativista Dinar Idrisov acusou a polícia de São Petersburgo de inação perante as várias ameaças de morte que Yelena recebeu.

"Ultimamente, ela tinha sido objeto de mostras de violência e foi ameaçada de morte", explicou o Idrisov numa mensagem no Facebook.

A polícia admitiu que a vítima recebeu várias ameaças, confirmando que foram todas processadas legalmente e que nenhuma induzia a pensar em represálias contra a sua pessoa.

Entretanto, vários defensores dos direitos homossexuais na Rússia pediram para que as autoridades investigassem as ameaças de morte recebidas por Yelena Grigorieva, chegando a ser criada uma petição por sete ativistas que aparecem na "lista negra" de um site homofóbico, entregue ao Comité de Instrução russo e ao Ministério do Interior.

O site foi criado em janeiro e publicou recentemente uma lista de pessoas e organizações vinculadas à defesa dos direitos homossexuais para que os homofóbicos pudessem "calá-los".

O grupo acusa a polícia de não ter feito nada "durante muitos meses" para detetar e perceber quem são os responsáveis pelo site contra a comunidade LGBT.

Atualmente, o site encontra-se bloqueado, mas os ativistas consideram que a ameaça contra eles ainda persiste.

O corpo de Yelena Grigorieva foi encontrando no domingo com vários ferimentos causados por uma arma branca, a poucos metros da sua casa, confirmaram as autoridades.

Yelena Grigorieva dedicava-se à denuncia das perseguições da comunidade LGBT, e pediu a libertação dos presos políticos ucranianos.