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Chávez e o "bom amigo" Sócrates

Chávez e o "bom amigo" Sócrates

Hugo Chávez foi um dos grandes aliados do antigo primeiro-ministro português, considerando-o "um bom amigo". Quando José Sócrates renunciou ao cargo, em março de 2011, o antigo presidente venezuelano lamentou a decisão e elogiou os seus esforços para recuperar a economia portuguesa.

Em outubro de 2010, Hugo Chávez aterrou no aeroporto do Porto para dar "as duas mãos" ao "amigo Sócrates num momento difícil para Portugal". Na bagagem trazia um conjunto de acordos comerciais, na ordem das centenas de milhões de euros, para serem assinados pelos dois países.

Nas 10 horas que durou a estadia, o antigo presidente venezuelano visitou várias empresas, entre as quais se destacam os Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Aqui, Chávez prontificou-se a ficar com os navios Atlântida e Anticiclone, ambos encomendados pelo Governo Regional dos Açores, que posteriormente os rejeitou.

Reforçando a sua intenção em criar uma Marinha na Venezuela, Chávez assinou um contrato de compra de dois navios de transporte de asfalto, com 27 mil toneladas cada um, no valor de cerca de 130 milhões de euros.

Nesse mesmo dia, foi assinado um novo contrato para o fornecimento de 1,5 milhões dos famosos computadores portáteis "Magalhães" ao longo dos três anos seguintes, reforçando assim uma parceria iniciada no ano anterior.

Em 2009, na sequência de um acordo assinado entre Caracas e Lisboa, a empresa JP Sá Couto (fabricante destes computadores) entregou 850 mil portáteis "Magalhães" à Venezuela, onde são designados por "Canaima").

Esta é uma relação que continua a dar frutos. Em maio do ano passado, Chávez aprovou uma verba de 175 milhões de euros para a compra de mais computadores portugueses, desta vez para equipar as turmas dos 5º e 6º anos.

No âmbito desta cooperação, foi inaugurado na capital venezuelana o Centro científico e Tecnológico Símon Bolívar, onde funciona a linha de montagem dos "Canaima".

Quando José Sócrates renunciou ao cargo, em março de 2011, Hugo Chávez disse, no programa radiofónico e televisivo "Alô Presidente", que lamentava a decisão.

"Sei do imenso esforço do José [Sócrates] para levar Portugal em frente. Não sabemos o que se vai passar em Portugal agora", afirmou.

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