EUA

Juiz entrega a violador guarda de filho de uma das vítimas

Juiz entrega a violador guarda de filho de uma das vítimas

Foi preso duas vezes por violar duas menores e agora um juiz do Michigan, nos EUA, atribui-lhe o direito de ter a guarda compartilhada do filho nascido da sua primeira vítima.

Em 2008, Christopher Mirasolo, com 18 anos, foi preso por violar uma rapariga de 12 anos de idade, que manteve sob o seu poder durante dois dias. Seis meses mais tarde, foi libertado para cuidar da mãe doente.

Mirasolo voltou a enfrentar a justiça quando atacou uma outra menor, de 14 anos, e condenado a quatro anos de prisão. Foi libertado em 2012 e o nome passou a constar na lista pública de pessoas culpadas de crimes sexuais e ficou proibido de estar a sós com crianças.

Apesar da gravidade dos crimes que cometeu, e pelos quais cumpriu pena, um juiz concedeu-lhe o direito de ter guarda compartilhada do filho nascido da primeira vítima. O menino tem oito anos de idade e os testes de DNA comprovam que é filho biológico do agressor da mãe.

O juiz não só definiu que o homem poderá visitar a criança, como lhe deu o endereço da mãe, que mora na Florida, determinando, sem o consentimento da vítima, que o nome do homem tem que estar registado na certidão de nascimento do menino.

Advogada da vítima está indignada

Para a advogada da vítima, a decisão do juiz desrespeita a "Rape Survivor Child Custody Act de 2015", uma iniciativa tomada pelo democrata Barack Obama. Este decreto nega aos violadores o direito de paternidade sobre os filhos nascidos a partir do crime. No entanto, os Estados podem adotar versões próprias desta lei, o que faz com que as medidas variem conforme o caso.

Por seu lado, a advogada do homem garantiu que o cliente não fez qualquer pedido para ficar com a guarda da filha, afirmando que a decisão do juiz resulta da solicitação da mãe para conseguir um subsídio do Estado. A advogada disse, ainda, que o cliente não demonstrou qualquer interesse em fazer uso desse direito.

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