Venezuela

Maduro desafia Guaidó a convocar eleições "para o derrotar já"

Maduro desafia Guaidó a convocar eleições "para o derrotar já"

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, instou, esta quarta-feira, o autoproclamado presidente interino do país, Juan Guaidó, a convocar eleições presidenciais antecipadas, sublinhando estar seguro da vitória.

"Por aqui há um palhaço que diz ser presidente interino. A primeira coisa que deve fazer um presidente interino é convocar eleições. Porque não convoca eleições, para o derrotar já com os votos do povo?", questionou Maduro, que falava em Caracas, durante um evento de graduação de quase 1500 médicos.

Por outro lado, voltou a insistir que o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, tem um plano para "apoderar-se dos recursos e das riquezas minerais venezuelanas".

Segundo Nicolás Maduro, "a Venezuela está hoje no epicentro geopolítico mundial, entre a disputa de uma visão imperial unipolar agressiva, do império 'gringo' [estrangeiro] e a visão democrática multipolar de convivência, harmonia e de diálogo dos povos do mundo".

No entanto, advertiu que se a Venezuela fosse invadida pelos Estados Unidos, não apenas os venezuelanos "levantariam as armas" para a defender, como também os povos asiáticos, árabes, das Caraíbas e da América Latina. "Se a Venezuela for agredida militarmente pelo império dos EUA, os povos do mundo se levantarão e lutarão, junto com a Venezuela, em todos os territórios", disse.

A realização de eleições presidenciais antecipadas é uma das promessas do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, que acusa Nicolás Maduro de estar a usurpar o poder.

A oposição não reconhece o resultado das eleições presidenciais de maio de 2018, que diz terem sido irregulares e sem condições de transparência. Questiona ainda a alegada "simpatia" política das autoridades do Conselho Nacional Eleitoral, cujo período legal no cargo está vencido.

Juan Guaidó é reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de meia centena de países, entre eles os EUA e a União Europeia, incluindo Portugal.