Espanha

Pedro Sánchez anuncia legislativas a 28 de abril

Pedro Sánchez anuncia legislativas a 28 de abril

Espanha vai ter eleições legislativas antecipadas a 28 de abril, anunciou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, esta sexta-feira.

Pedro Sánchez comunicou esta data após a reunião do Conselho de Ministros extraordinária que se realizou esta sexta-feira em Madrid. A proposta de dissolução das cortes e data de eleições legislativas a 28 de abril já foi comunicada ao Rei de Espanha, que agora fará a respetiva publicação num decreto real.

O anúncio acontece dois dias depois de o seu primeiro projeto de Orçamento ter sido chumbado pelo parlamento.

Após a reunião extraordinária do Conselho de Ministros, Pedro Sánchez fez uma declaração à Imprensa para anunciar a convocação de eleições e "recordar" aos espanhóis que o governo que lidera assumiu funções "há quase nove meses" com "a íntima convicção" de "oferecer aos espanhóis um horizonte, um futuro". E sublinhou a legitimidade do seu governo, saído de uma moção de censura, a primeira a ser aprovada na história de Espanha, para afastar o anterior executivo PP, que estava "acusado de corrupção" nos tribunais.

Pedro Sánchez enumerou o trabalho desenvolvido "para a maioria, para unir os espanhóis" e sublinhou: "a Espanha é dos espanhóis, não pertence a nenhum partido". Segundo o primeiro-ministro socialista, "é possível recuperar a política útil, é possível recuperar a tolerância, o respeito".

"Espanha não merece ficar parada pelos interesses particulares e partidários de uns e outros", defendeu. "O debate é 'que Espanha defendemos'. É evidente que a direita, com os seus três partidos, defende uma Espanha onde não cabemos todos", disse.

Serão os espanhóis a decidir "se dão um passo atrás ou continuamos este caminho", acrescentou, frisando várias vezes ao longo do seu discurso as palavras "união" e "consenso".

Pedro Sánchez é chefe do Governo desde junho último, depois do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), com apenas 84 deputados num total de 350, ter conseguido aprovar uma moção de censura ao executivo também minoritário anterior liderado por Mariano Rajoy.

Os partidos independentistas catalães, que foram decisivos há oito meses na subida ao poder do secretário-geral do PSOE, votaram na quarta-feira ao lado da oposição de direita na devolução ao executivo da totalidade das contas de Estado.

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