Nova Zelândia

Portugal condena ataque "repugnante e horrível" contra mesquitas

Portugal condena ataque "repugnante e horrível" contra mesquitas

Pelo menos 49 pessoas morreram no ataque a duas mesquitas em Chirstchurch, na Nova Zelândia.

O Governo português condenou "firmemente" os ataques a duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia e expressou as suas condolências, informa um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

"O Governo Português apresenta as suas muito sentidas condolências aos familiares das vítimas e ao Governo da Nova Zelândia por este trágico acontecimento, tanto mais consternador por ter ocorrido num país com uma forte tradição de tolerância, democracia e paz pública", acrescenta o comunicado.

Segundo a primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, é o "pior ataque de sempre na história" do país.

O parlamento português aprovou, por unanimidade, um voto apresentado pelo presidente da Assembleia da República de pesar e condenação. Eduardo Ferro Rodrigues já tinha enviado uma mensagem de "pesar e solidariedade" ao seu homólogo neozelandês, Trevor Mallard, pelos "ataques terroristas odiosos", ato que classificou de "repugnante e horrível".

"Aqueles atos tão bárbaros foram premeditados para terem lugar a uma sexta-feira, quando as comunidades islâmicas enchem as mesquitas para rezarem em paz a sua oração semanal", destaca o texto aprovado.

Também o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, endereçou as condolências à Nova Zelândia, falando num "ataque gravíssimo" ao estado de direito.

"Já tive oportunidade de enviar ao senhor governador geral da Nova Zelândia as minhas condolências em nome do povo português, testemunhando a solidariedade perante aquilo que foi um ataque gravíssimo ao estado de direito democrático", afirmou aos jornalistas à entrada para a conferência "A Europa e o Presente", organizada pelo jornal "Público", no Porto.

Além de testemunhar "consternação e a dor", o chefe de Estado mostrou ainda a sua solidariedade perante este tipo de atos que são "a todos os títulos condenáveis" por parte das democracias e daqueles que defendem a liberdade, o pluralismo e o diálogo nas relações entre os povos.

O embaixador de Israel em Portugal exprimiu "solidariedade na dor" numa carta enviada ao presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa. "Foi com choque e repugnância que tomei conhecimento do ataque insano a crentes muçulmanos", declara Raphael Gamzou na carta dirigida a Abdool Karim Vakil, classificando o ataque de "crime de natureza claramente islamofóbica".

"Só sociedades unidas por indivíduos de paz e tolerância para com todas as religiões, fundeadas em princípios profundamente humanistas (...) poderão derrotar a barbárie", defende o embaixador israelita, que pede a Abdool Karim Vakil que transmita à comunidade islâmica portuguesa a sua solidariedade.

Imobusiness