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Primeiro-ministro espanhol nega acusações de plagiar tese de doutoramento

Primeiro-ministro espanhol nega acusações de plagiar tese de doutoramento

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, negou, esta quinta-feira, que tenha plagiado a sua tese de doutoramento, afirmando ser "rotundamente falso" as notícias nesse sentido publicadas em vários órgãos de comunicação social.

"É rotundamente falso", afirmou Pedro Sánchez esta manhã através da sua conta na rede social Twitter, acrescentando que, "a menos que haja retificação da informação publicada", avançará com ações legais em defesa da sua honra e dignidade.

O chefe do Governo espanhol tomou esta posição depois de terem aparecido "nalguns meios de comunicação" social notícias que o acusam de plágio na redação da sua tese de doutoramento.

O líder do Cidadãos (direita liberal) solicitou na quarta-feira, num debate no parlamento espanhol, a Pedro Sánchez que tornasse público o trabalho de fim de curso, para acabar "com as suspeitas", considerando que há "dúvidas razoáveis" sobre a publicação da sua tese.

O trabalho de Sánchez tem 342 páginas e está na biblioteca da Universidade Camilo José Cela, na localidade de Villanueva de la Cañada, arredores de Madrid, podendo ser consultada depois de preenchido um formulário, não sendo autorizadas a realização de cópias.

O ABC publicou escreve, esta quinta-feira, que o primeiro-ministro espanhol "copiou na sua tese artigos publicados por professores da Universidade de Cádis e da [Universidade] Carlos III anos antes".

O jornal acrescenta que a tese apresentada em 2012, sobre a diplomacia económica do governo do ex-primeiro-ministro José Luís Zapatero, era até agora "zelosamente guardada", tendo Sánchez "durante anos" recusado mostrá-la publicamente.

A suspeita sobre a forma como foi obtido o grau de doutoramento do chefe do Governo espanhol junta-se a outras sobre vários políticos, que estão a ser investigadas pela Justiça.

A ministra da Saúde, Consumo e Bem-Estar Social, Carmen Montón, apresentou na terça-feira a sua demissão do Governo devido a alegadas irregularidades na obtenção de um mestrado.

O jornal digital "Eldiario.es" tinha revelado na segunda-feira que Carmen Montón obteve no ano letivo 2010/2011 um mestrado "cheio de irregularidades", após ter obtido resultados positivos em metade das disciplinas sem assistir às aulas e sem contactar com os professores.

Por outro lado, uma magistrada considerou que existem "indícios de responsabilidade penal" na obtenção por parte de Pablo Casado, líder do Partido Popular (direita) na oposição, do seu mestrado em Direito Autonómico em 2008-2009, e decidiu em 06 de agosto último transferir o caso para o Supremo Tribunal por se tratar de uma pessoa com jurisdição especifica, como o acordado a altos cargos do Estado.

A ex-presidente da Comunidade Autónoma de Madrid Cristina Cifuentes, também do Partido Popular, demitiu-se em 25 de abril último, depois de um mês a defender a legalidade do seu mestrado em Direito Autonómico e em que sustentou que cumpriu todas as condições para obter o diploma.

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