Venezuela

"Revolução do pernil" leva venezuelanos às ruas em protesto

"Revolução do pernil" leva venezuelanos às ruas em protesto

Milhares de venezuelanos saíram às ruas de Caracas para protestar contra a falta de produtos básicos. O pernil de porco, que não chegou no Natal como Nicolás Maduro prometeu, "alimentou" a revolta da população.

Os venezuelanos manifestaram-se nas ruas, na quarta-feira e na quinta-feira, em protesto contra o governo do presidente Nicolás Maduro pelo incumprimento da promessa de distribuir pernil de porco na época do Natal, reclamando que não terão aquele nem outros produtos no fim de ano.

Nos protestos, já denominados nas redes sociais como "revolução do pernil", os manifestantes levaram tachos e panelas, queimaram lixo e contestaram a falta de produtos básicos como gás, alimentos e água. "Prometeram-nos pernil, frango, carne, mas nada foi entregue", frisou Aracelis Hinojosa à CNN. "Sou 100% chavista, não o nego, mas da mesma forma que votei no presidente posso deixar de o apoiar", acrescentou.

Os protestos levaram Maduro a justificar-se, acusando Portugal de sabotar a importação de pernil de porco, depois de Caracas ter feito um plano de importação e acertado os pagamentos.

Portugal respondeu pela voz do ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, rejeitando a acusação de sabotagem e frisando que Portugal é uma economia de mercado em que o Governo não interfere nas relações entre empresas.

Já a empresa agroalimentar Raporal informou que a Venezuela deve cerca de 40 milhões de euros às empresas portuguesas fornecedoras de pernil de porco àquele país, dos quais 6,9 milhões lhe são devidos.

Mais tarde foi o ministro venezuelano da Agricultura Urbana, Freddy Bernal, a explicar que "as 2200 toneladas de pernil estão retidas na Colômbia", atribuindo desta vez destacando que "a sabotagem é dos Estados Unidos ao congelar as contas dos que vendem comida ao país".

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