
Mísseis Khaibar-buster
EPA
O Irão apresentou, esta quarta-feira, um novo míssil cujo referido alcance lhe permitirá alcançar as bases dos Estados Unidos na região, bem como alvos no território de Israel.
O míssil utiliza combustível sólido e tem um alcance de 1450 quilómetros, tendo sido batizado como Khaibar-buster, numa referência a um castelo judeu invadido por guerreiros muçulmanos nos primeiros dias do Islão, informou o canal de televisão estatal iraniano.
O míssil tem alta precisão, é fabricado totalmente no país e pode derrotar os sistemas de escudo antimísseis.
De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), esta informação não pode ser verificada de forma independente.
A região de Israel mais próxima do Irão fica a cerca de mil quilómetros.
O Irão tem mísseis que podem atingir alvos até os dois mil quilómetros. Os iranianos, que dizem não querer construir armas nucleares, insistem que o seu programa de mísseis é apenas um meio de dissuasão.
No início de janeiro, o Irão testou um motor para um foguete de combustível sólido projetado para lançar satélites.
O anúncio do novo míssil ocorre quando decorrem em Viena negociações sobre o acordo nuclear de 2015 entre o Irão e as grandes potências.
As discussões entre o Irão e a Alemanha, China, França, Reino Unido e Rússia começaram na primavera de 2021, contando ainda com a participação indireta dos Estados Unidos.
Os EUA retiraram-se deste acordo - chamado Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) - e restabeleceram sanções ao Irão em 2018, sob a presidência de Donald Trump, que considerou o texto insuficiente.
As conversações visam a reintegração dos EUA no JCPOA e fazer com que o Irão volte a cumprir os seus compromissos, uma vez que Teerão se libertou gradualmente das restrições impostas pelo acordo, em resposta às sanções norte-americanas.
O acordo de 2015 visava oferecer ao Irão um alívio das sanções internacionais em troca de limitar drasticamente o seu programa nuclear, sob rigoroso controlo da ONU, garantindo que não estava a tentar desenvolver armas nucleares, como sempre afirmou.
