Coronavírus

Itália regista 133 mortos num dia e chega aos 366

Itália regista 133 mortos num dia e chega aos 366

O número de mortos em Itália devido ao novo coronavírus subiu, este domingo, para os 366, um aumento de 133 pessoas face a sábado, divulgou o chefe da Proteção Civil italiana, Angelo Borrelli.

Os casos de contágio são já de 6.387, um aumento de 1.326 face a sábado, de acordo com a agência Efe, e localizam-se sobretudo na região da Lombardia, no norte do país.

OMS elogia Itália

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, elogiou as "medidas ousadas" e os "sacrifícios reais" feitos pelo Governo de Itália e pela população para tentar conter a propagação da epidemia de Covid-19 no país.

"O Governo e o povo de Itália estão a tomar medidas ousadas e corajosas para retardar a propagação do novo coronavírus e proteger o seu país e o mundo. Estão a fazer sacrifícios reais", afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, através de uma publicação da rede social Twitter.

O primeiro-ministro italiano anunciou este domingo a proibição de entradas e saídas da Lombardia e de outras 14 províncias para limitar a propagação do Covid-19, medida que pode afetar cerca de 16 milhões de pessoas em cidades como Milão, Veneza ou Parma.

Giuseppe Conte apareceu às 2.30 horas diante dos jornalistas para explicar que o decreto é difícil, mas necessário para "conter a propagação do contágio".

O diretor-geral da OMS afirmou hoje que a instituição "é solidária com Itália" e que "existe para a continuar a apoiar".

O Chefe do Estado-Maior do Exército italiano, o general Salvatore Farina, anunciou hoje que está infetado pelo novo coronavírus, sublinhando, no entanto, que se encontra bem e que está em isolamento domiciliário, de acordo com a agência espanhola Efe.

Também o presidente da região de Piemonte, no norte de Itália, Alberto Cirio, revelou que foi contagiado e que foi ativado o protocolo de isolamento e de controlo das pessoas que estavam em contacto com o governante.

A epidemia de Covid-19, detetada em dezembro, na China, infetou mais de 105.000 pessoas e matou cerca de 3.600, numa centena de países e territórios.

Das pessoas infetadas, cerca de 60 mil recuperaram.

Depois de a China ter colocado 60 milhões de pessoas em quarentena para tentar travar a epidemia, Itália anunciou uma medida idêntica no norte do país, que pode afetar cerca de 16 milhões de pessoas em cidades como Milão, Veneza ou Parma.

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