Energia

Japão envia parte das reservas de gás para a Europa

Japão envia parte das reservas de gás para a Europa

O Japão vai enviar parte das suas reservas de gás natural liquefeito (GNL) para a Europa para evitar uma rutura no abastecimento, na sequência da tensão entre a Rússia e a Ucrânia.

Em declarações aos jornalistas, o ministro do Comércio e Indústria japonês, Koichi Hagiuda, disse que o Japão "decidiu cooperar" com pedidos feitos por vários países que temem uma crise energética, apesar da elevada procura interna durante o inverno.

O Japão é um dos maiores importadores mundiais de GNL devido à sua geografia e falta de recursos próprios, com importações de 74,5 milhões de toneladas em 2020 provenientes principalmente da Austrália, Malásia e Qatar (65%), enquanto apenas 6% provinham da Rússia e dos Estados Unidos.

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O arquipélago tem um "stock" de 1,67 milhões de toneladas destinadas à produção de energia para empresas privadas, de acordo com os números divulgados pelo jornal "Nikkei", do qual seriam extraídos carregamentos através de acordos entre empresas privadas de energia para contornar as barreiras comerciais públicas.

O Japão fará cálculos para assegurar fornecimentos suficientes para satisfazer as suas necessidades internas e fornecerá um montante ainda não especificado aos países europeus que possam enfrentar uma rutura de abastecimento devido à crise da Ucrânia numa altura ainda por determinar, disse Koichi Hagiuda.

Cerca de 40% das importações de gás natural liquefeito da Europa provêm da Rússia.

Existe uma preocupação crescente de que Moscovo possa restringir significativamente as suas exportações de GNL para a Europa em resposta às sanções que vários países ameaçaram impor ao país no caso de uma invasão russa da Ucrânia.

A decisão do Japão surge depois de representantes dos Estados Unidos e da própria União Europeia terem apelado ao país para alargar a assistência energética a fim de assegurar um abastecimento estável durante o inverno, confirmou o ministro japonês.

O embaixador dos EUA no Japão, Rahm Emanuel, saudou a decisão anunciada pelo país asiático e disse ser "um exemplo de que o presidente (Joe) Biden e o primeiro-ministro, Fumio Kishida, trabalham em estreita colaboração" para "dissuadir a Rússia de agressão contra a Ucrânia".

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