Ucrânia

Kiev reconhece pela primeira vez ataque a bases russas na Crimeia

Kiev reconhece pela primeira vez ataque a bases russas na Crimeia

O chefe do Estado-Maior do Exército ucraniano, o general Valery Zaluzhny, reconheceu esta quarta-feira, pela primeira vez, que bases russas na Crimeia anexada foram atingidas por mísseis em agosto, e ameaçou prosseguir estas operações.

A Ucrânia "efetuou com sucesso ataques de mísseis sobre bases militares do inimigo, designadamente no aeródromo de Saki", indicou num artigo publicado pela agência noticiosa pública Ukrinform.

No início de agosto diversas explosões atingiram este aeródromo russo situado na Crimeia, provocando um morto, vários feridos, e destruindo munições destinadas à aviação militar, entre outro material. Kiev não tinha reconhecido oficialmente até ao momento a responsabilidade por este ataque, nem um outro que alguns dias mais tarde atingiu um depósito de munições no norte da Crimeia.

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"A tarefa das Forças Armadas para 2023" consiste em prosseguir "o deslocamento das hostilidades" em direção a esta península, onde Moscovo dispõe de "importantes agrupamentos de tropas" para a sua invasão, acrescentou Zaluzhny.

O chefe militar, que raramente se exprime nos 'media', apelou para a continuidade do apoio militar do Ocidente, sobretudo através do envio de armamento de longo alcance.

O raio de ação dos mísseis de cruzeiro russos atinge os 2.000 quilómetros, enquanto o das forças ucranianas não ultrapassa os 100 quilómetros, segundo precisou o representante militar.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada por Putin com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que entrou hoje no seu 196.º dia, 5.718 civis mortos e 8.199 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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