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Kim Jong-un quer restaurar linhas de comunicação com Coreia do Sul

Kim Jong-un quer restaurar linhas de comunicação com Coreia do Sul

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, expressou vontade em restaurar as linhas de comunicação paralisadas com a Coreia do Sul, nos próximos dias, rejeitando as ofertas de diálogo dos Estados Unidos da América (EUA), informou esta sexta-feira a imprensa estatal.

A declaração de Kim Jong-un é um esforço aparente para abrir um fosso entre Seul e Washington, uma vez que deseja que a Coreia do Sul o ajude a aliviar as sanções económicas e outras concessões lideradas pelos EUA.

O Conselho de Segurança da ONU adiou uma reunião à porta fechada de emergência para discutir os recentes testes militares da Coreia do Norte, de quinta para sexta-feira, a pedido da Rússia, China e outros Estados-membros, que disseram que precisavam de mais tempo para se preparar, segundo diplomatas.

A reunião foi solicitada pelos EUA, Reino Unido e França.

Durante um discurso no parlamento, na quarta-feira, Kim Jong-un disse que o restabelecimento, no início de outubro, das linhas diretas internacionais, que estão inativas há mais de um ano, realizaria os desejos do povo coreano em restaurar a paz entre as duas Coreias, de acordo com a Agência Central de Notícias da Coreia.

Kim Jong-un ainda acusou a Coreia do Sul de estar "empenhada em implorar apoio externo e cooperação, enquanto chama por colaboração internacional, na serventia aos EUA", em vez de se comprometer a resolver as questões de forma independente entre as duas Coreias.

O líder norte-coreano ecoou os apelos da sua irmã Kim Yo-jong para que Seul abandonasse a "atitude de trato duplo" e o "ponto de vista hostil" sobre os testes balísticos e outros desenvolvimentos.

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Alguns especialistas dizem que a Coreia do Norte está a pressionar a Coreia do Sul para reduzir as críticas em relação aos testes com mísseis, que são proibidos por resoluções do Conselho de Segurança da ONU, como parte do seu objetivo de se afirmar como potência nuclear.

O Ministério de Unificação da Coreia do Sul respondeu que vai se preparar para a restauração das linhas diretas, dizendo que são necessárias para discutir e resolver muitas questões pendentes.

Sobre os EUA, Kim Jong-un rejeitou as repetidas ofertas dos norte-americanos para retomar as negociações sem pré-condições, chamando-as de uma tentativa de esconder a "política hostil", acrescentando que as "ameaças militares" permanecem inalteradas.

A Administração Biden "está a promover o 'engajamento diplomático 'e o "diálogo sem pré-condições', mas isso não passa de um truque mesquinho para enganar a comunidade internacional e ocultar seus atos hostis", disse Kim Jong-un.

"Os EUA estão totalmente inalterados ao exibir ameaças militares e perseguir uma política hostil em relação à Coreia do Norte, mas utiliza formas e métodos mais astutos para fazer isso", acrescentou.

Kim Jong-un avisou que reforçaria o seu arsenal nuclear e ficaria longe das negociações com Washington, se a Casa Branca não abandonasse a sua "política hostil", termo usado para descrever as sanções lideradas pelos EUA e exercícios militares regulares entre Washington e Seul.

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