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Líder do Oath Keepers condenado por "sedição", o primeiro entre os invasores do Capitólio

Líder do Oath Keepers condenado por "sedição", o primeiro entre os invasores do Capitólio

O fundador dos ​​​​​​​Oath Keepers, Stewart Rhodes, e outro membro desta organização de extrema-direita tornaram-se esta terça-feira os primeiros participantes no ataque ao Capitólio dos Estados Unidos a serem condenados por conspiração sediciosa.

Após dois meses de julgamento e três dias de deliberações num tribunal federal em Washington, os 12 jurados rejeitaram esta acusação extremamente rara, punível com 20 anos de prisão, para outros três membros dos Oath Keepers.

Os cinco elementos deste grupo de extrema-direita foram considerados culpados de obstrução de um processo oficial e conheceram a sentença na primavera de 2023, noticiou a agência France-Presse (AFP).

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Em 06 de janeiro de 2021, estes membros dos Oath Keepers atacaram o Congresso norte-americano juntamente com outros mil apoiantes de Donald Trump, que incentivados pelo republicano procuraram impedir a certificação da vitória eleitoral do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais.

Como resultado deste ataque que teve impacto em todo o mundo, mais de 870 pessoas foram detidas e uma centena condenadas a penas de prisão, incluindo os autores de violência contra a polícia.

No entanto, até agora, ninguém tinha sido condenado por conspiração sediciosa. Esta acusação, que decorre de uma lei aprovada após a Guerra Civil para reprimir os últimos rebeldes do sul, envolve ter planeado o uso da força para se opor ao Governo e difere da insurreição, que tem um caráter mais espontâneo.

Durante o julgamento, os procuradores mostraram que os Oath Keepers compraram armas e equipamentos de combate e os armazenaram o material num hotel perto de Washington.

No dia do ataque ao Capitólio, munidos de capacetes e equipamentos de combate, estes entraram no edifício em formação de combate.

Stewart Rhodes permaneceu do lado de fora, mas de acordo com os procuradores, o fundador dos Oath Keepers liderou as tropas com um rádio "como um general no campo de batalha".

Este ex-militar de 57 anos, conhecido por utilizar uma pala num dos olhos e pelos discursos inflamados, tinha negado no início do mês ter "planeado" o ataque, defendendo que o seu grupo estava presente para garantir a segurança da manifestação convocada por Donald Trump para denunciar "a fraude eleitoral", que nunca foi provada pelo magnata republicano.

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