Covid-19

Madrid vai alargar restrições de movimentos a outras zonas da cidade

Madrid vai alargar restrições de movimentos a outras zonas da cidade

A presidente da região de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, revelou, esta terça-feira, que as atuais restrições à mobilidade em vigor em várias zonas da cidade devem ser alargadas a outras em que o nível de contágios é elevado.

Em declarações à rádio Onda Cero, a presidente da comunidade autónoma afirmou que o executivo regional está a estudar o alargamento das restrições a "muito mais áreas", pois "não é coerente" que sejam aplicadas em algumas e não noutras, tendo em conta que a incidência acumulada nos últimos 15 dias já excede 1.000 casos por 100.000 habitantes em outras 16 outras zonas sanitárias.

O conselheiro regional responsável pela Saúde de Madrid, Enrique Ruiz Escudero, também advertiu que ainda hoje as restrições poderiam ser alargadas às zonas da cidade que cumpram o critério de mais de 1.000 casos por 100.000 habitantes ou mesmo a algumas que se aproximam desse número, mesmo que não o atinjam, e que seguem uma tendência estável ou crescente.

Desde segunda-feira que quase um milhão de pessoas na capital espanhola e arredores estão sujeitas a restrições rigorosas dos seus movimentos durante duas semanas.

As mais de 850.000 pessoas atingidas (de um total de 6,6 milhões de habitantes na região) estão proibidas de sair da sua zona de residência, exceto por razões muito específicas: para ir trabalhar ou estudar, para visitar um médico, para responder a convocação jurídica ou para cuidar de pessoas dependentes.

No entanto, essas pessoas estão autorizadas a deslocar-se dentro do seu bairro e não são obrigadas a ficar em casa.

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O Governo da comunidade autónoma de Madrid, que é competente em assuntos sanitários, também decidiu reduzir de 10 para seis o número de pessoas que se podem reunir em público ou privado em toda a região.

A área metropolitana de Madrid é desde o início do corrente mês, assim como foi na primavera, o epicentro da pandemia em Espanha, um dos países europeus mais duramente atingidos pelo Covid-19.

As zonas afetadas pelas restrições registaram mais de 1.000 novos casos de covid-19 por 100.000 habitantes nas últimas duas semanas, uma incidência cinco vezes superior à de Espanha no seu conjunto, que já é a mais elevada da UE.

Por seu lado, o Ministro da Saúde espanhol, Salvador Illa, apelou hoje à população de Madrid para limitar os seus movimentos e contactos ao "essencial", a fim de travar a propagação da epidemia de Covid-19.

"Recomendo à população de Madrid que reduza o mais possível os seus movimentos, que respeite escrupulosamente as medidas tomadas pelas autoridades sanitárias da região e que reduza ao máximo os seus movimentos àquilo que é essencial, assim como os contactos às pessoas mais próximas", disse Salvador Illa à rádio Cadena Ser, sublinhando que "a situação mais preocupante é em Madrid".

A Espanha registou até agora um total de mais de 670.000 casos de coronavírus, dos quais mais de 30.600 foram mortais.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 961.531 mortos e mais de 31,1 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.920 pessoas dos 69.200 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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