Pandemia

Mais de 92 mil martas vão ser abatidas por estarem infetadas com covid-19 em Espanha

Mais de 92 mil martas vão ser abatidas por estarem infetadas com covid-19 em Espanha

As autoridades sanitárias em Espanha determinaram o abate de 92700 martas numa propriedade em La Puebla de Valverde, na cidade de Teruel, na região espanhola de Aragão. Mais de 80% dos animais tiveram testes positivos à covid-19.

O anúncio foi feito pelo governo regional de Aragão esta quinta-feira, depois de se descobrir que mais de 80% dos animais da propriedade da empresa Secapiel, especializada em acabamentos de couro e pele de marta, estavam infetados com o novo coronavírus. "O único objetivo [do abate de martas] é evitar riscos à população e à saúde pública", disse Joaquín Olona, conselheiro do departamento de Ambiente de Aragão, citado pelo jornal "El País", em conferência de imprensa.

Tudo começou em maio quando a esposa de um trabalhador teve teste positivo à covid-19. A 22 de maio, mais sete trabalhadores estavam infetados. Os animais foram inicialmente isolados e depois testados sucessivamente. Nenhum animal ou produto entrava ou saía da empresa desde essa altura.

Entre 28 de maio e 8 de junho, não foram registados resultados positivos à covid-19 nas martas. A 22 de junho, numa amostra aleatória de 30 animais, o resultado confirmou cinco infeções, ou seja, uma percentagem de 16%. A 7 de julho, 90 animais foram testados, o que resultou em 70 martas infetadas (86%).

"Não podemos determinar se há transmissão humano-animal ou vice-versa, o que posso dizer é que as duas possibilidades se encaixam", disse Olona. Ainda não é claro quem terá infetado quem, porém o departamento de saúde regional optou pelo abate das martas, que deverá acontecer nos próximos dias.

A covid-19 já foi detetada em vários mamíferos como cães e gatos. Na Dinamarca foram identificados casos positivos em martas. Na Holanda, milhares de animais desta espécie foram abatidos após testes positivos.

O governo regional de Aragão não detetou qualquer irregularidade na segurança sanitária da empresa, que deverá ser compensada financeiramente pela morte dos animais. A Secapiel ainda não comentou o caso.

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