Ambiente

Mais de mil estudantes belgas faltam às aulas para se manifestarem pelo clima

Mais de mil estudantes belgas faltam às aulas para se manifestarem pelo clima

Mais de mil estudantes belgas faltaram, esta quinta-feira, às aulas pela oitava semana consecutiva de manifestações em defesa do ambiente, inspirados pela jovem sueca Greta Thunberg, que acompanhou os protestos em Bruxelas.

Greta Thunberg é uma jovem sueca de apenas 16 anos que faltou às aulas em agosto de 2018 para protestar em frente ao parlamento de Estocolmo, na Suécia, sobre as consequências das alterações climáticas.

Desde então, a adolescente promove protestos semanais de estudantes da União Europeia (UE) para exigir aos governos medidas concretas contra o aquecimento global.

Nos dias dos protestos, uma vez por semana, organizados entre os jovens através das redes sociais, os alunos não vão às aulas e defendem que o clima deve ser uma prioridade.

Milhares de jovens da Alemanha, Bélgica, Reino Unido e Austrália juntaram-se a esta iniciativa, que se alastra a cada vez mais países, incluindo Portugal, onde os estudantes se preparam para faltar às aulas, a 15 de março, no âmbito de um movimento estudantil internacional "SchoolStrike4Climate" (Guerra das Escolas pelo Clima, em inglês), inspirado na iniciativa da jovem sueca.

No dia 21 de fevereiro, Greta Thunberg esteve em Bruxelas onde alertou a UE que as metas previstas para 2030 de redução de emissões de gases não são suficientes para evitar as consequências do aquecimento global.

De acordo com a adolescente, a redução de 40% imposta pela União Europeia em relação aos números registados em 1990 "não são suficientes para salvaguardar o futuro das crianças de hoje" e acrescentou que a redução imposta pela UE deve ser de "pelo menos 80%" até 2030, o dobro da proposta atual.

Quanto à polémica sobre o facto de os alunos faltarem às aulas para a mobilização deste protesto, Greta Thunberg refere que "os líderes políticos têm perdido imenso tempo ao longo das últimas décadas em negação", sem nada fazerem para combater este problema.

"O nosso primeiro ministro pensa que devíamos estar na escola neste momento (...) mas como posso ficar parado enquanto a minha família se preocupa nas ilhas com a subida do nível das águas do mar?", disse uma estudante de Sydney, Austrália, na manifestação que ocorreu no dia 30 de novembro do ano passado, onde milhares de estudantes se manifestavam em defesa do ambiente.

Os jovens ativistas consideram que o que está a ser feito pelos governos e organizações internacionais não é suficiente para solucionar o que consideram ser uma "crise" do ambiente e exigem medidas como a descarbonização dos transportes públicos, uma maior aposta nas energias renováveis e penalizações às empresas que excedam os limites dos níveis de poluição.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG