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Morte de milionário Jeffrey Epstein terá sido homicídio e não suicídio, diz médico

Morte de milionário Jeffrey Epstein terá sido homicídio e não suicídio, diz médico

A morte de Jeffrey Epstein terá sido um homicídio e não um suicídio, segundo um médico legista. Acusado de tráfico de menores com objetivos sexuais, o milionário norte-americano foi encontrado pendurado na cela da prisão nova-iorquina onde aguardava julgamento. Incorria em pena perpétua.

"As três fraturas são extremamente incomuns em enforcamentos suicidas e podem ocorrer muito mais frequentemente em estrangulamentos homicidas", disse Michael Baden, ex-médico legista de Nova Iorque, à Fox News, apontando que Epstein teve uma fratura à esquerda e outra à direita da laringe, mais uma acima da maçã-de-Adão, que são indicativas de assassinato.

"Não vejo há 50 anos isso a acontecer num caso de enforcamento suicida", disse Baden.

De acordo com a Fox News, Baden, que já examinou mais de 20 mil corpos e realizou a série "Autópsia" da HBO, explicou que se uma pessoa pesasse cerca de 55 quilogramas (kg) e a cabeça pesasse cerca de cinco, haveria 50 kg de pressão no pescoço durante um enforcamento.

No entanto, se alguém colocasse a mão no pescoço de uma pessoa e o apertasse, isso poderia duplicar ou até triplicar a pressão, explicou Baden. Havia também hemorragias nos olhos de Epstein que eram comuns em estrangulamentos homicidas e incomuns, embora não inéditas, em enforcamentos suicidas, disse o patologista.

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O milionário, de 66 anos, era uma das figuras mais conhecidas dos EUA e tinha uma rede poderosa de amigos. Entre eles, o atual presidente dos EUA, Donald Trump, e o antigo presidente Bill Clinton, mas também elementos da família real britânica.

Jeffrey Epstein foi acusado de criar uma rede para abusar de menores nas suas mansões, rede essa que funcionou entre 2002 e 2005. Nesse período terá pago a menores para irem às suas casas de luxo em Nova Iorque e na Florida, para manter relações sexuais.

A 31 de julho transato, vários órgãos de comunicação de Nova Iorque noticiavam que o julgamento de Jeffrey Epstein deveria iniciar-se entre junho e setembro de 2020.

O canal CNBC informou na altura que antes do incidente ocorrido na sua cela, com a suspeita de tentativa de suicídio, Epstein tinha recebido documentos legais nos quais uma adolescente de 15 anos denunciava ter sido violada pelo magnata na sua mansão.

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