Transplante

Esfaqueamento e prisão: o violento passado do homem que recebeu um coração de porco

Esfaqueamento e prisão: o violento passado do homem que recebeu um coração de porco

David Bennett, de 57 anos, que recebeu um transplante de coração de porco numa cirurgia inédita, está a ser acusado de ser um "destinatário indigno" devido ao seu passado violento.

Numa entrevista ao programa "Today" da Radio 4, uma mulher chamada Leslie Shumaker Downey revelou que David Bennett foi condenado por esfaquear sete vezes o seu irmão, Edward Shumaker, em 1988, deixando-o paralisado.

O ataque ocorreu em abril de 1988, quando a mulher de Bennett se sentou no colo de Shumaker, que tinha 22 anos. Num aparente ataque de ciúmes, o norte-americano esfaqueou Shumaker pelas costas repetidamente. Bennett foi considerado culpado de agressão e porte de arma escondida e foi condenado a dez anos de prisão.

Shumaker ficou confinado a uma cadeira de rodas antes de sofrer um derrame em 2005 e morrer dois anos depois, após quase duas décadas de complicações médicas ligadas ao ataque.

Herói? "Não é nada disso"

O transplante de coração de porco foi considerado a última esperança de salvar a vida de Bennett, embora ainda não se saiba quais são as suas hipóteses de sobrevivência a longo prazo. Porém, Downey não acredita que o homem mereça o coração.

PUB

"Estão a colocar Bennett nas histórias, retratando-o como um herói e um pioneiro, mas não é nada disso", insistiu. "Acho que os médicos que fizeram a cirurgia deveriam receber todos os elogios pelo que fizeram, não Bennett."

Segundo "New York Times", os médicos de Bennett afirmam que crimes passados ​​não desqualificam os pacientes de fazer tais procedimentos. "É a obrigação solene de qualquer hospital ou organização de saúde fornecer cuidados que salvam vidas a todos os pacientes que passam pelas suas portas com base nas suas necessidades médicas", disseram funcionários do Centro Médico da Universidade de Maryland. "Qualquer outro padrão de atendimento estabeleceria um precedente perigoso e violaria os valores éticos e morais que sustentam a obrigação que médicos e cuidadores têm para com todos os pacientes sob os seus cuidados".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG