Londres

Polícia que matou Sara Everard condenado a prisão perpétua

Polícia que matou Sara Everard condenado a prisão perpétua

Wayne Couzens, polícia acusado de raptar, violar e assassinar Sarah Everard, em Londres, foi condenado a prisão perpétua. Gravidade do crime ditou sentença máxima, frisou o juiz.

O polícia que utilizou o seu distintivo e algemas para deter Sarah Everard numa rua de Londres, em março deste ano, antes de a raptar, violar, assassinar e queimar o corpo, foi condenado esta quinta-feira a prisão perpétua. Sara Everard, de 33 anos, estava a regressar a casa, depois de ter estado com um amigo em Clapham, no sul de Londres, quando foi raptada, no dia 3 de março de 2021.

Um caso "devastador, trágico e brutal", descreveu o juiz, antes de anunciar a sentença, no Tribunal Criminal de Old Bailey, acrescentando que Couzens não demonstrou qualquer evidência de arrependimento. A gravidade do crime ditou a opção pela prisão perpétua, explicou.

O juiz frisou ainda não haver dúvidas de que o réu usou a sua posição como polícia para obrigar Sara a entrar no carro, alegadamente por estar a violar as regras do confinamento. Tese que já tinha sido corroborada por uma mulher que assistiu ao rapto. Segundo o procurador Tom Little, a testemunha pensou estar perante um polícia à paisana a prender uma mulher, que foi, posteriormente, encaminhada para o carro, com as mãos algemadas.

Depois, Wayne Couzens violou-a e matou-a. O corpo acabou por ser queimado e colocado em sacos, comprados especificamente para o efeito. Everard foi dada como desaparecida pelo namorado no dia seguinte, sendo que os restos mortais só foram encontrados sete dias depois, num bosque de kent, no sudeste de Inglaterra, a poucos metros de um terreno que é propriedade de Wayne Couzens. Imagens de videovigilância permitiram aos detetives identificar e deter o polícia a 9 de março.

A morte de Sarah Everard causou uma onda de consternação no país, levando milhares de mulheres a partilhar as suas experiências e sentimento de insegurança nas ruas e exortando os políticos a tomarem medidas contra a violência contra as mulheres.

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A comissária da Polícia Metropolitana de Londres, Cressida Dick, esteve presente no tribunal durante o julgamento, tendo a força policial emitido um comunicado manifestando o desgosto com o sucedido.

"Estamos enojados, zangados e devastados pelos crimes deste homem que traem tudo o que defendemos", declarou.

Couzens já havia sido alvo, em diversas ocasiões, de denúncias de atentado ao pudor.

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