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Pompeia volta a surpreender arqueólogos com descoberta de carruagem cerimonial

Pompeia volta a surpreender arqueólogos com descoberta de carruagem cerimonial

Uma grande carruagem cerimonial de quatro rodas, com elementos de ferro, decorações de bronze e estanho, restos de madeira mineralizada e vestígios de elementos orgânicos, como cordas, foi encontrada quase intacta na área arqueológica de Pompeia, no sul de Itália.

A descoberta, na zona da cidade enterrada em 79 d.C. pela erupção do Vesúvio, é de enorme valor para o conhecimento do mundo antigo e ocorreu na aldeia suburbana de Civita Giuliana, ao norte de Pompeia, além das muralhas da cidade antiga, informou, este sábado, o Parque Arqueológico de Pompeia e o Ministério Público da Torre Annunziata, que trabalham juntos neste projeto que visa também combater o saque clandestino.

A carruagem foi encontrada "em excelente estado" no pórtico da villa, em frente ao estábulo onde, em 2018, já tinham sido descobertos restos de três equídeos, incluindo um cavalo atrelado, e conserva os seus elementos de ferro, as decorações de bronze e estanho, os restos de madeira mineralizada e os vestígios de elementos orgânicos.

"É uma descoberta extraordinária para o avanço do conhecimento do mundo antigo", afirma Massimo Osanna, diretor cessante do Parque Arqueológico, que sublinhou que "em Pompeia foram localizados no passado veículos de transporte, como o da casa de Menander, ou os dois carros encontrados na Villa Arianna, mas nada como o carro de Civita Giuliana. "

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É "um carro alegórico, provavelmente o Pilentum conhecido das fontes, que não se destina ao uso quotidiano nem ao transporte agrícola, mas antes para acompanhar os momentos festivos, desfiles e procissões da comunidade", frisou.

"Pompeia continua a surpreender com as suas descobertas e continuará a fazê-lo por muitos anos com vinte hectares ainda por escavar. Mas acima de tudo mostra que é possível promovê-la, é possível atrair turistas de todo o mundo e ao mesmo tempo é possível realizar pesquisas e estudos", afirmou o ministro da Cultura, Dario Franceschini.

O ministro sublinhou que a colaboração de diferentes departamentos "evitou o roubo e a comercialização ilegal de tais achados extraordinários".

Por seu turno, o procurador-geral da Torre Annunziata, Nunzio Fragliasso, assegurou que "a luta contra o saque de sítios arqueológicos, dentro e fora da zona urbana da antiga Pompeia, é sem dúvida um dos objetivos prioritários".

O projeto visa "travar o saque de património cultural por imigrantes ilegais que perfuram vários túneis na zona para intercetar tesouros arqueológicos", além de "trazer à tona e salvar do saque uma das vilas mais significativas do território vesuviano".

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