Espanha

Pontevedra: dez anos a 30 km por hora, dez anos sem mortes na estrada

Pontevedra: dez anos a 30 km por hora, dez anos sem mortes na estrada

Condutores de todas as cidades e vilas espanholas estão, por estes dias, a adaptar-se ao novo limite máximo de circulação nas vias urbanas de 30 quilómetros por hora. Mas no município de Pontevedra, na Galiza, já há dez anos que a regra vigora. E com sucesso.

Trata-se, recorda o autarca de Pontevedra, de "uma decisão política" tomada em 2011, que quis dar continuidade ao processo de tornar as ruas do centro urbano mais confortáveis para peões, reduzindo a circulação automóvel no coração da cidade. As medidas começaram em 1999 e valeram a Pontevedra vários prémios internacionais.

O melhor dos prémios, aponta Miguel Anxo Fernández Lores, foi a eliminação total da sinistralidade fatal, bem como a redução do número de acidentes e feridos. A última vítima mortal de um acidente de carro ou atropelamento nas ruas de Pontevedra (um homem de 81 anos) registou-se precisamente em 2011 - curiosamente no mesmo dia em que o autarca recebia um prémio de melhor iniciativa urbana em prol da segurança rodoviária e poucas semanas antes de entrar em vigor o limite máximo de 30 km/hora. Além disso, nas ruas do centro, o número de acidentes baixou de 531, em 2011, para 351, no ano passado. Os feridos ligeiros passaram de 171 a 77, nos mesmos períodos. E os graves, que há 20 anos eram cerca de 140 e há dez eram 21, foram apenas quatro em 2020.

Medidas físicas para garantirem eficácia

"Há muito que se sabe que uma redução drástica na velocidade em áreas urbanas reduz drasticamente a mortalidade e a violência no trânsito em geral", considerou Lores, citado pelo jornal "La Voz de Galicia", agora que a velocidade de 30 km/hora foi alargada a todas as cidades espanholas. Embora aplauda a medida, o autarca lembra que não se trata só de colocar placas de velocidade, explicando que são necessários "obstáculos nas vias públicas", como lombas, passadeiras elevadas, rotundas e vias estreitas, "indicando aos condutores que são eles que invadem o espaço pedonal e não o contrário".

No ano passado, Pontevedra deu mais um passo em frente, implementando uma nova portaria de "mobilidade amiga" que reduz ainda mais o limite de velocidade: 10 quilómetros por hora passou a ser o limite máximo de circulação nas ruas e zonas de convivência entre peões e veículos. A ideia é adaptar o trânsito de carros, motas e bicicletas ao ritmo dos pedestres. E é proibido apitar.

Em 2018, o JN foi conhecer a realidade de Pontevedra. Veja ou reveja o vídeo da reportagem aqui:

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