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Portugal na "lista verde" britânica de destinos de férias

Portugal na "lista verde" britânica de destinos de férias

O ministro dos Transportes inglês, Grant Shapps, anunciou, esta sexta-feira, que Portugal é um dos países da "lista verde" de destinos de férias para os cidadãos do Reino Unido, a partir de dia 17 de maio.

Com a inclusão do nosso país nesta lista, os turistas que visitarem Portugal não terão de entrar em quarentena no regresso a casa. Nesta lista, estão também Gibraltar e Israel. Esta lista será reavaliada de três em três semanas. Grécia, França e Espanha não estão ainda na lista verde, anunciou Downing Street.

Exige-se, ainda assim, que os passageiros que venham a Portugal façam um teste antes de regressar a casa e um segundo teste dois dias depois.

Entre as variáveis tidas em conta para a elaboração da lista, estão os níveis de vacinação dos país, incidência e novas variantes.

"Reconhecimento do esforço"

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros considerou "boa notícia" o fim das restrições impostas pela Inglaterra às viagens para Portugal, no que constitui um "reconhecimento do esforço feito pelos portugueses".

Augusto Santos Silva destacou "dois instrumentos que vão ser muito importantes para a reanimação da circulação das pessoas" tendo em conta "os efeitos económicos positivos" que terão: o certificado verde digital, que espera "que esteja operacional no início do verão", e a revisão da recomendação sobre viagens para fora da União Europeia, na qual se inclui o Reino Unido e que será feita "no sentido de permitir viagens de todo o tipo - essenciais ou não essenciais - para países cuja situação pandémica esteja também melhor".

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"É o caso do Reino Unido, que está neste momento numa situação pandémica bastante controlada, com uma vacinação muito avançada e com níveis de novos casos bastante baixos - aliás, próximos dos portugueses", disse.

Essa reavaliação será feita num próximo Conselho de Ministros da UE, ainda em maio, em que serão tomadas decisões "sensatas, cautelosas, prudentes, mas de abertura progressiva", insistiu.

Sobre os corredores aéreos, Santos Silva sublinhou que, "neste momento, as restrições maiores são para todos os países dentro ou fora da UE que tenham um número elevado de novos casos, 500 por 100 mil", que tem sido o limiar utilizado "em coordenação europeia".

Mas, apontou, também para os países que são 'fonte' de variantes do vírus que ainda são mal conhecidas e que têm um ritmo de propagação elevado.

Por isso, Portugal sujeita a quarentena "qualquer que seja a ligação que tenha sido usada para passageiros que tenham iniciado a viagem ou na África do Sul, ou na Índia, ou no Brasil", disse o ministro.

O Turismo de Portugal congratulou-se, entretanto, com a decisão do Reino Unido, que considerou ser uma boa notícia para o turismo nacional".

"Nesta fase inicial de retoma da atividade turística a nível internacional, são boas notícias para o turismo nacional, uma vez que demonstram confiança no destino Portugal", afirmou o Turismo de Portugal, em comunicado.

Para o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, "este é um passo importante na recuperação" da atividade turística e da economia nacional.

"Repor a mobilidade entre países é essencial para podermos olhar para o futuro de forma positiva, sabendo que estamos mais fortes e focados no nosso propósito de receber bem e em segurança", acrescentou o responsável.

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