O Jogo ao Vivo

Covid-19

Presidente da Comissão Europeia pede mais uma dose para todos os adultos

Presidente da Comissão Europeia pede mais uma dose para todos os adultos

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu, esta quarta-feira, aos países da UE que vacinem com uma dose de reforço todos os adultos, com prioridade para pessoas com mais de 40 anos.

A diretora do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), Andrea Ammon, tinha antes pronunciado-se no mesmo sentido, recomendando uma dose adicional, tendo em conta o avanço do vírus em vários países da União Europeia - Alemanha, República Checa, Eslováquia e Hungria registaram esta quarta-feira máximos de novos contágios desde o início da pandemia. E na Suécia, a ministra da Saúde já anunciou um reforço da vacina para todos os adultos.

"Queremos convencer as pessoas a vacinarem-se", escreveu Von der Leyen, no Twitter, salientando que a nova avaliação de risco do ECDC "é clara". "Temos que aumentar a vacinação para controlar a pandemia", frisou a representante, na mesma mensagem.

PUB

Além de ter reiterado a recomendação de reforçar a vacinação, a chefe do executivo comunitário concordou como a aplicação de medidas não médicas, como o uso de máscara e o distanciamento físico.

Na terça-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a doença covid-19 poderá provocar mais cerca de 700 mil mortes na Europa até à primavera se a tendência atual de contágios continuar.

OMS insiste na vacinação prioritária de grupos de risco

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está a "rever a informação" sobre vacinação de crianças e adolescentes contra a covid-19, mas insiste na imunização prioritária dos grupos de maior risco. "Os países devem considerar os benefícios individuais e populacionais de imunizar crianças e adolescentes, no quadro do seu contexto social e epidemiológico específico", aconselha, declarando que "é menos urgente vacinar" os mais jovens do que imunizar as pessoas mais velhas, os doentes crónicos e os profissionais de saúde.

Na véspera de a Agência Europeia do Medicamento se pronunciar sobre a vacinação de crianças menores de 12 anos contra a covid-19, a OMS admite - numa posição intercalar divulgada hoje - que essa opção possa ser relevante para diminuir a transmissão da doença a adultos e reduzir a necessidade de adotar medidas de mitigação nas escolas.

Porém, frisa, "antes de considerar implementar a primeira dose em adolescentes e crianças, qualquer país deve ponderar priorizar a vacinação de grupos de risco, quer com uma primeira dose, quer com doses reforçadas".

Além disso, é preciso ter em conta a atual "desigualdade global no acesso às vacinas", lembra a OMS, no comunicado sobre "a necessidade e o momento de vacinar crianças e adolescentes com as atualmente disponíveis vacinas contra a covid-19".

Os países com elevadas taxas de vacinação "devem dar prioridade à partilha global de vacinas contra a covid-19, através da aliança COVAX, antes de avançarem com a vacinação de crianças e adolescentes, com baixo risco de doença severa", apela a OMS.

Dado o contexto de "constrangimentos no abastecimento" de vacinas, "o foco dos programas de imunização deve continuar a ser a proteção das populações com maior risco de hospitalização e morte", aconselha. "Os benefícios de vacinar crianças para reduzir o risco de doença grave e morte são muito menores do que os associados à vacinação de adultos", adianta.

Neste contexto, os países com nenhumas ou poucas limitações no abastecimento de vacinas "devem considerar a equidade global quando tomarem decisões políticas sobre vacinar crianças e adolescentes".

Salientando que "a maior pressão, em doença severa e morte, continua a fazer-se sobre os mais velhos e os que têm comorbilidades", a OMS indica que, segundo os dados recolhidos até outubro, as crianças com menos de cinco anos representaram apenas 2% dos casos reportados globalmente e 0,1% (1.797) das mortes identificadas.

As crianças e jovens entre os 5 e os 14 anos representaram, no mesmo período, 7% dos casos reportados e os mesmos 0,1% (1.328) de mortes. Já os adolescentes e jovens adultos entre os 15 e os 24 anos representaram, no mesmo período, 15% dos casos reportados e 0,4% (7.023) das mortes. A OMS conclui que as mortes em pessoas abaixo dos 25 anos representam menos de 0,5% dos óbitos reportados em todo o mundo.

Além disso, as crianças e os adolescentes geralmente revelam "menos sintomas e sintomas menos graves" da infeção com SARS-CoV-2, quando comparados com os adultos, sendo menos provável que desenvolvam formas severas da doença. Isso leva a que estes grupos sejam "menos testados" e os casos possam "ficar por reportar", reconhece.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG