Desastre

Presidente do Irão promete à Ucrânia punir culpados por abate de avião

Presidente do Irão promete à Ucrânia punir culpados por abate de avião

O presidente do Irão, Hassan Rohani, prometeu ao seu homólogo ucraniano "levar à justiça" os responsáveis pelo abate, de forma inadvertida, de um avião civil ucraniano com um míssil iraniano, divulgou este sábado a presidência da Ucrânia.

Rohani "garantiu que todas as pessoas envolvidas na catástrofe aérea serão levadas à justiça", indicou o gabinete de imprensa da Presidência ucraniana, precisando que a promessa foi feita durante uma conversa telefónica entre o líder iraniano e Volodymyr Zelenskiy.

O Irão admitiu hoje responsabilidades no derrube do aparelho da companhia Ukraine International Airlines (UIA) na quarta-feira passada, tendo informado que o avião civil ucraniano tinha sido abatido inadvertidamente por militares iranianos que o confundiram com um míssil de cruzeiro devido ao estado de alerta decretado por causa da recente escalada de tensão entre Washington e Teerão.

A declaração de Teerão surge depois de informações avançadas por alguns países, nomeadamente os Estados Unidos e o Canadá, terem indicado, na quinta-feira, que o aparelho poderia ter sido abatido, inadvertidamente, pelo sistema de defesa antiaéreo iraniano.

Em reação ao reconhecimento iraniano, o presidente da Ucrânia exigiu este sábado de manhã a punição dos responsáveis pelo abate e o pagamento de indemnizações por parte do Irão.

No incidente do Boeing 737 da UIA morreram todas as 176 pessoas que seguiam a bordo.

A maioria das vítimas tinha nacionalidade iraniana e canadiana, mas também estavam a bordo cidadãos da Ucrânia, Suécia, Afeganistão, Alemanha e do Reino Unido.

As agências internacionais relataram, entretanto, que centenas de iranianos estavam hoje a manifestar-se em Teerão, gritando frases de ordem contra o sistema da República Islâmica e a Guarda Revolucionária do Irão por causa do abate do avião civil ucraniano.

Os manifestantes concentraram-se inicialmente junto à porta da Universidade de Tecnologia Amir Kabir, na capital iraniana, para acender velas em homenagem às vítimas.

A vigília degenerou depois num protesto contra as autoridades iranianas.

"A demissão (dos responsáveis) não é suficiente, é necessário um julgamento" ou "morram, morram por essa vergonha", eram algumas das frases entoadas pelos manifestantes, segundo confirmaram testemunhas locais à agência espanhola EFE.

As palavras aumentaram de tom e as pessoas começaram a gritar "Morte ao ditador", numa referência ao líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, e a exigir a realização de um referendo no país.

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