Guerra

Prisioneiros ucranianos foram "brutalmente torturados" durante cativeiro

Prisioneiros ucranianos foram "brutalmente torturados" durante cativeiro

"Muitos" ucranianos que foram entregues a Kiev numa importante troca de prisioneiros de guerra com Moscovo foram "brutalmente torturados" durante o cativeiro, disse um alto funcionário ucraniano esta quinta-feira.

"Muitos deles foram brutalmente torturados", declarou Kyrylo Budanov, encarregado do departamento de informações do Ministério da Defesa ucraniano, que participou na organização da troca, anunciada no dia anterior por Kiev, em conferência de imprensa.

Segundo Budanov, há "pessoas cuja condição física é mais ou menos normal, além da desnutrição crónica devido às más condições de detenção".

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De acordo com o ministro do Interior, Denys Monastyrsky, "absolutamente todos" os ucranianos trocados "precisam de reabilitação psicológica".

A Ucrânia anunciou, na quarta-feira, a troca com a Rússia de 215 soldados, entre os quais os chefes da defesa da siderurgia de Azovstal, em Mariupol, que se tornou num símbolo de resistência à invasão russa. "Conseguimos libertar 215 pessoas", a maior troca desde o início da invasão russa, em fevereiro, anunciou na televisão o chefe da administração presidencial ucraniana, Andriï Yermak.

Em troca, a Rússia recuperou 55 prisioneiros, incluindo o ex-deputado Viktor Medvedchuk, amigo próximo de Vladimir Putin, acusado de alta traição por Kiev, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no seu discurso diário.

Como parte dessa "operação há muito preparada", cinco comandantes militares "super-heróis", incluindo chefes de defesa de Azovstal, foram transferidos para a Turquia, acrescentou Zelensky. Dez prisioneiros de guerra estrangeiros (cinco britânicos, dois norte-americanos, um marroquino, um sueco e um croata) serão transferidos da Rússia para a Arábia Saudita ao abrigo da troca entre Moscovo e Kiev, anunciou ainda o presidente ucraniano.

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