Reino Unido

Rainha Isabel II contrata ex-espião para gerir a crise da monarquia

Rainha Isabel II contrata ex-espião para gerir a crise da monarquia

Depois de ter liderado os serviços secretos, Andrew Parker, de 59 anos, tem como desafio gerir a crise institucional que abala a casa real britânica, do príncipe Harry à sucessão.

A atravessar uma fase crítica na história da monarquia britânica, Isabel II aposta num novo Lord Chamberlain que, entre outros assuntos, terá como responsabilidade gerir todos os assuntos da família real. Andrew Parker foi o escolhido e, se bem que não fosse uma figura próxima do palácio, é bastante creditado, pois foi diretor geral do MI5, os serviços secretos do Reino Unido, e conhece os segredos dos novos patrões. Algo de que a rainha está a par, assim como lhe atribui bastante discrição.

Parker sucede a William Peel e já assumiu funções, numa substituição que foi atrasada pela pandemia. Entre as várias temáticas em mãos, Parker terá de lidar com a crise provocada pela mudança do príncipe Harry e de Meghan Markle para os Estados Unidos, agravada pela entrevista que deram recentemente a Oprah Winfrey. Também a investigação que pende sobre o príncipe André por causa da ligação a Jeffrey Epstein, o magnata americano condenado por pedofilia e que morreu na prisão, merece atenção.

o barão e as aves

O ex-espião terá ainda de estar atento ao futuro no que respeita à sucessão, pois apesar de aos 94 anos a monarca se manter ativa, é cada vez mais comum ser representada pelo filho Carlos ou pelo neto William. No MI5, Andrew Parker liderou investigações a acontecimentos como os ataques islâmicos ocorridos no Reino Unido em 2017, ou o envenenamento do agente duplo russo Sergei Skripal em 2018.

Quando deixou o cargo no MI5, para onde entrou em 1983, Sir Andrew, de 58 anos, adotou o título de barão Parker de Minsmere, numa alusão à reserva onde gosta de observar aves. Agora torna-se o funcionário com a mais alta patente na Casa Real britânica.

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