Ucrânia

Rússia diz que é prematuro falar de cimeira entre Putin e Biden

Rússia diz que é prematuro falar de cimeira entre Putin e Biden

A Rússia considera "prematuro" falar de uma cimeira entre os presidentes russo, Vladimir Putin, e norte-americano, Joe Biden, anunciada pela França para neutralizar a crise em torno da Ucrânia e o perigo de uma invasão russa.

"Existe um entendimento de que devemos continuar o diálogo no nível de ministros (estrangeiros). Falar sobre planos concretos para a organização de cimeiras é prematuro", disse aos repórteres o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Os líderes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Joe Biden, concordaram "em princípio", no domingo, com a realização de uma cimeira sobre a segurança, proposta pelo presidente da França, Emmanuel Macron.

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A Presidência francesa indicou num breve comunicado que, em sucessivas conversas telefónica com os dois líderes, Macron propôs que uma cimeira sobre segurança e estabilidade estratégica na Europa seja realizada, primeiro entre Putin e Biden, "e depois com todas as partes envolvidas".

Ainda antes de saber a posição do Kremlin, o chefe da diplomacia ucraniana saudou, em Bruxelas, o anúncio da cimeira. "Falei durante a noite com o secretário de Estado [norte-americano, Antony] Blinken, que me informou sobre a iniciativa. Nós saudamos esta iniciativa. Acreditamos que todos os esforços que visam uma solução diplomática valem a pena", declarou Dmytro Kuleba, à chegada a um encontro informal com os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE).

Apontando que o chefe da diplomacia norte-americana lhe assegurou que, "tal como tem sido o caso até agora, não serão tomadas decisões sobre a Ucrânia nas costas da Ucrânia", o ministro ucraniano disse esperar que o encontro entre Joe Biden e Vladimir Putin resulte num acordo.

"Esperamos claro, como seres humanos, como alguém que desesperadamente quer evitar a guerra, que os dois Presidentes saíam da sala com um acordo que contemple a retirada das forças da Rússia", disse Dmytro Kuleba, insistindo que essa é a questão-chave para o desanuviamento das tensões, pois, "se tal não acontecer, significa que seguimos na mesma lógica de escalada da Rússia".

Já quanto ao encontro informal que manterá hoje de manhã com os chefes de diplomacia dos 27 -- entre os quais o ministro Augusto Santos Silva -, Kuleba disse esperar que a UE tome e anuncie "decisões".

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