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Rússia justifica referendos na Ucrânia com direito à autodeterminação

Rússia justifica referendos na Ucrânia com direito à autodeterminação

O presidente do parlamento russo (Duma), Viacheslav Volodin, justificou os referendos sobre a integração na Rússia a decorrer em regiões ucranianas com o direito à autodeterminação dos povos, inscrito na Carta das Nações Unidas.

Os residentes das áreas da Ucrânia em causa "têm o direito à autodeterminação, que está consagrado na Carta das Nações Unidas", disse Viacheslav Volodin numa mensagem na rede social Telegram.

Volodin referia-se às populações de Donetsk e Lugansk, no Donbass, e de Kherson e Zaporíjia, parcialmente sob controlo russo, onde se iniciou esta sexta-feira uma consulta sobre a integração na Rússia, em referendos considerados ilegais pela Ucrânia e pela comunidade internacional.

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"A União Europeia [UE] fez outra ameaça ao nosso país em relação aos referendos. Estamos conscientes das nossas decisões e nada nos assusta", acrescentou o presidente da Duma, citado pela agência espanhola Europa Press.

Para o dirigente russo, "a UE não notou o genocídio dos habitantes de Donbass durante oito anos e não pensou na sua segurança".

A UE "apoiava o regime de Kiev, que disparava diariamente contra civis. Morreram idosos, mulheres e crianças", apontou, referindo-se à guerra no Donbass, que as forças separatistas iniciaram em 2014, com apoio de Moscovo.

Além da guerra no Donbass, a invasão russa da Ucrânia em 2014 resultou na anexação da Crimeia, também após um referendo realizado sob ocupação militar não reconhecido pela comunidade internacional.

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