Recrutamento obrigatório

Rússia vai chamar 134 500 novos recrutas

Rússia vai chamar 134 500 novos recrutas

Vladimir Putin deu ordem para alistar mais 134 500 recrutas até 15 de julho. O Ministério da Defesa afirma que nenhum destes jovens conscritos será enviado para a guerra na Ucrânia.

O decreto presidencial assinado esta quinta-feira por Vladimir Putin permite a chamada de 134 500 novos recrutas para o Exército Russo. O Ministério da Defesa esclarece que estes novos recrutas não serão enviados para a Ucrânia.

Vladimir Putin tinha garantido por várias vezes que todos os elementos envolvidos na invasão à Ucrânia eram soldados e oficiais profissionais e que não havia conscritos - recrutados a cumprir serviço militar obrigatório - na "Operação Militar Especial" na Ucrânia. Porém, no dia 9 de março, o Ministério da Defesa acabou por admitir que alguns conscritos tinham sido enviados para a Ucrânia.

Após este anúncio inesperado, um porta-voz de Putin veio anunciar que o presidente tinha ordenado uma investigação militar para descobrir e punir os oficiais que tinham desobedecido as suas ordens para excluis conscritos.

O recrutamento militar obrigatório da Primavera 2022 vai decorrer de 1 de abril até 15 de julho e afetará todos os homens entre os 18 e os 27 anos, afirma o decreto presidencial. O ministro da Defesa explicou que os jovens chamados irão ser colocados nas respetivas bases no fim de maio.

"A maioria do pessoal militar irá cumprir treinos profissionais por três a cinco meses em centros de treino. Deixem-se enfatizar que os recrutas não irão ser enviados para nenhuma «zona quente», afirmou o ministro num comunicado publicado no site.

Mikhail Benyash, um advogado que representa vários elementos da Guarda Nacional Russa que se recusaram a ir para a Ucrânia, garantiu à agência Reuters que segundo a lei russa, os conscritos podem ser enviados para combater após vários meses de treino.

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