Covid-19

Segunda vaga viral atira milhões para novo confinamento

Segunda vaga viral atira milhões para novo confinamento

Dezenas de países em todos os continentes impõem outra vez restrições no sentido de conter pandemia. Estão afetadas pelo menos 232 milhões de pessoas.

Pelo menos 232 milhões de pessoas em vários países, da China à Austrália, passando pela Índia, Marrocos, mas também Portugal, Espanha, Alemanha e Itália, foram novamente confinadas em julho devido ao aumento exponencial de casos de covid-19, a doença respiratória aguda provocada pelo SARS-CoV-2, novo coronavírus descoberto na China no final de 2019 e que desde então se disseminou pelo Mundo. A pandemia já se espalhou por 213 países e territórios e infetou até agora 17,8 milhões de pessoas, matando 684 096, segundo dados do site referencial Worldometer.

Com muitos países a enfrentarem já uma segunda vaga de casos com a abertura que se seguiu a três meses de confinamento desde março, com fecho de escolas, comércio e milhões de pessoas em teletrabalho, analistas culpam o desequilíbrio do desconfinamento que se seguiu e foi imposto cedo demais para redundar no ressurgimento da onda pandémica.

Seis países europeus reconfinam

Diante do reaparecimento do risco de propagação do coronavírus, Marrocos, o país africano mais próximo da Europa, anunciou esta semana o fecho parcial de oito grandes cidades, incluindo Marraquexe, Fez e Casablanca, ainda que não a capital Rabat, onde vivem 600 mil pessoas. Ao isolar mais de 7 milhões de habitantes do resto do país (ver imagem ao lado), Marrocos seguiu os passos da vizinha Argélia, que já decidira a meio de julho reconfinar metade dos seus 48 municípios. Argélia e Marrocos são o 5.0 e o 6.0 países africanos em pior condição; o top é liderado pela África do Sul (493 mil infetados; 8 mil mortos).

Na Europa, onde a pandemia diminuiu acentuadamente desde o pico da primavera, seis países decidiram recentemente reconfinar parte da população, colocando restrições regionais. Na Alemanha, 600 mil pessoas foram afetadas em dois cantões, de 23 de junho a 8 de julho, quando os tribunais puseram fim a uma contenção "excessiva". Outros, como a Bélgica (68 mil casos; quase 10 mil mortos), estão a reforçar regras (máscara obrigatória, fecho antecipado de comércio e uma espécie de recolher obrigatório em Antuérpia) para evitar o confinamento total.

Também Portugal tomou medida semelhante: o país desconfinou genericamente a 11 de maio, mas 19 freguesias de Lisboa estiveram desde 1 de julho em estado de calamidade que afetou 700 mil portugueses; a deliberação restritiva foi levantada há três dias. Medidas análogas de reconfinamento parcial foram tomadas em Espanha, Itália e no Reino Unido.

Para evitar uma segunda vaga de covid-19, a China foi o primeiro país a anunciar o reconfinamento de certos bairros da capital Pequim a 16 de junho, quando muitos países começavam a reabrir comércios e fronteiras. Em julho, outros países fizeram a mesma escolha: certas províncias da Índia, Uzbequistão, ou a grande área de Melbourne, na Austrália, voltaram atrás.

Globalmente, o número de casos de covid-19 continua a crescer. E, embora a tendência geral seja facilitar as medidas contra a pandemia, estamos a assistir já à tendência oposta - e mais cedo do que o esperado porque a segunda vaga só era suposto chegar no outono.

EUA é o pior...

Os Estados Unidos são o país mais castigado: 153 314 mortes e 4,5 milhões de casos (dados: Universidade Johns Hopkins). Há 1,4 milhões de pessoas que foram declaradas curadas.

... seguido pelo Brasil

Depois dos EUA, os países mais afetados são: Brasil (92 475 mortos e 2,6 milhões de casos); México (46 688 mortos, 424 mil casos); Reino Unido (46 119 mortos, 303 mil casos); e Índia (36 511 mortos e 1,6 milhões de casos).

Top europeu é belga

A Bélgica detém o pior rácio entre o número de mortos e de habitantes: 85 mortes por cada 100 mil pessoas. Seguem-se o Reino Unido (68 por cada 100 mil), a Espanha (61) e a Itália (58).

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