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Trump proíbe entrada nos EUA de estrangeiros ligados à Antifa

Trump proíbe entrada nos EUA de estrangeiros ligados à Antifa

O Presidente cessante dos Estados Unidos proibiu a entrada no país a cidadãos estrangeiros vinculados à Antifa, um movimento de ativistas que se autoproclamam "antifascistas" e que as autoridades norte-americanas consideram como "organização criminosa".

"Um dos propósitos fundamentais do nosso Governo é proteger a segurança dos nossos cidadãos", disse Donald Trump, numa mensagem divulgada na terça-feira a noite dirigida aos secretários norte-americanos da Justiça e Segurança Nacional.

"Com o objetivo de criar comunidades pacíficas e prósperas, a lei federal de imigração assegura que os benefícios da imigração possam ser outorgados apenas àqueles indivíduos que cumprem as leis que governam os Estados Unidos", acrescentou Trump.

A lei, prosseguiu o Presidente norte-americano, considera "inadmissíveis" os estrangeiros que se envolveram, ou que possam envolver-se, em atividades terroristas, bem como àqueles que procuram entrar no país "para se envolverem numa atividade ilegal".

Trump argumentou também que existem relatórios "credíveis" que dão conta de que o movimento conhecido por Antifa é responsável, direta ou indiretamente, por vários delitos em comunidades norte-americanas e que têm "explorado tragédias" para "promover uma agenda radical, esquerdista, anarquista e frequentemente violenta".

A mensagem cita os distúrbios registados desde 2017, em que indivíduos "que se identificam como seguidores da Antifa" atacaram outros manifestantes, jornalistas, edifícios públicos e agentes da polícia.

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Nesse sentido, Trump ordenou aos departamentos da Justiça e da Segurança Nacional para avaliarem se se deve classificar a Antifa como organização terrorista e seus membros como filiados numa organização criminosa.

Trump, que continua a não reconhecer a derrota nas eleições presidenciais norte-americanas de 3 de novembro do ano passado, convocou para esta quarta-feira uma manifestação em Washington na mesma altura em que o Congresso deverá ratificar a vitória eleitoral do candidato democrata, Joe Biden.

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