Reino Unido

Truss congela contas da energia em primeira prova de fogo

Truss congela contas da energia em primeira prova de fogo

Com um inverno difícil à porta, a primeira-ministra Liz Truss apresentou, esta quinta-feira, um plano de dois anos para fazer face à crise energética que está a assolar o Reino Unido. Uma das medidas do primeiro pacote divulgado pela nova líder dos tories prevê o estabelecimento de um tecto máximo para os preços das contas da eletricidade e do gás, sendo que a conta ficará limitada a 2500 libras (2881 euros) por ano.

"Este é o momento de ousar. Estamos a enfrentar uma crise energética global e não há opções gratuitas", declarou Liz Truss perante a Câmara dos Comuns. A sucessora de Boris Johnson detalhou as primeiras medidas que vão ser tomadas enquanto primeira-ministra, com vista a combater a crise que se vive no país devido ao aumento dos custos da energia.

Embora o Executivo ainda não tenha detalhado o custo total do plano de emergência, tanto Truss como o novo ministro das Finanças, Kwasi Kwarteng, insistiram que o pacote trará "benefícios substanciais" para a economia.

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Para as famílias, e a partir de 1 de outubro, a ex-ministra dos Negócios Estrangeiros revelou que o teto do preço da energia será fixado em 2500 libras (2881 euros) ao longo de dois anos. A medida, que se junta ao desconto de 400 (461 euros) libras na conta da energia, irá fazer com que, frisou a chefe de Governo, as famílias poupem 1000 libras (1152 euros) por ano até 2024.

Truss esclareceu ainda que o plano irá chegar a todas as famílias da Grã-Bretanha, sendo que, mesmo na Irlanda do Norte, onde o regime de energia é diferente, a população estará sob a alçada das medidas apresentadas esta quinta-feira no Parlamento britânico.

No caso das empresas, foi delineado um plano de seis meses que irá garantir assistência nos custos energéticos, sendo que as indústrias mais vulneráveis poderão ver o apoio ser prolongado.

Apesar do pacote se estender por meio ano, será revisto em três meses para se analisar se a ajuda deve ser mais direcionada para determinados setores, explicou a governante, dando o exemplo de hospitais e instituições de caridade.

Ficou ainda esclarecido que o Governo irá estar atento em relação aos progressos em direção à meta de atingir emissões líquidas de carbono zero até 2050, de modo a garantir que as necessidades dos consumidores e empresas sejam levadas em consideração, enfatizando que continua comprometido com o que está estabelecido. Neste sentido, foi anunciado o fim da proibição do fracking - um método controverso de perfuração de combustíveis fósseis.

As famílias do Reino Unido estão a enfrentar um aumento de 80% nas contas de gás e eletricidade devido ao aumento no custo da energia, agravado após a invasão da Ucrânia pela Rússia, mas, de acordo com a líder britânica, o pacote irá reduzir a inflação até cinco pontos percentuais.

Para concluir o discurso - o segundo enquanto primeira-ministra na Câmara dos Comuns - Truss lamentou que durante muito tempo o Executivo britânico tenha ignorado a necessidade de assegurar um patamar de segurança energética e colocou metas para o futuro: até 2040 o Reino Unido deverá tornar-se num país exportador de energia.

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