EUA

Um milhão de dólares depois, o polícia que asfixiou George Floyd foi libertado

Um milhão de dólares depois, o polícia que asfixiou George Floyd foi libertado

O agora ex-polícia de Minneapolis acusado de matar o afro-americano George Floyd foi libertado esta quarta-feira, mediante o pagamento de uma fiança de um milhão de dólares (o equivalente a 849 mil euros).

Derek Chauvin, 44 anos, foi colocado na quarta-feira em liberdade condicional, devendo comparecer ao tribunal em março do próximo ano, avança a rede televisiva NBC. O ex-polícia foi acusado de homicídio em segundo grau e homicídio involuntário de Floyd, quando foram nove os minutos em que esteve com o joelho a asfixiar-lhe o pescoço contra o asfalto. O Ministério Público norte-americano também acusou os três outros agentes que acompanhavam Chauvin quando Floyd implorava por ar.

O momento da detenção que acabou por ser fatal, ocorrido a 25 de maio último, serviu de rastilho para as inúmeras manifestações anti-racismo e contra o abuso de poder em vários Estados norte-americanos.

Chauvin tinha 18 queixas em 18 anos na polícia

Chauvin entrou para a polícia de Minneapolis, no Minnesota, em 2002. Em 18 anos de serviço, acumulou 18 queixas. Apenas duas das acusações terminaram com "ação disciplinar", segundo o resumo dos Serviços Internos do Departamento de Polícia de Mineápolis (MPD, na sigla original). Em ambos os casos, Chauvin foi repreendido por escrito.

De acordo com dados da Comunidade Contra a Brutalidade Policial, uma associação não lucrativa que agrupa queixas contra a Polícia daquele Estado, citada pela CNN, Chauvin foi, ainda, repreendido oralmente por usar "tom humilhante", "linguagem depreciativa" e outra linguagem que merecia disciplina durante o serviço.

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