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Vacina covid em Israel mostra taxa extremamente baixa de infeções

Vacina covid em Israel mostra taxa extremamente baixa de infeções

Só 0,04% das pessoas contraíram o vírus após a segunda dose e apenas 0,002% precisaram de tratamento hospitalar.

É um otimismo imbatível: estudos em Israel sugerem que as fases iniciais das campanhas de vacinação contra a covid-19 podem ter diminuições marcantes em infeções e casos de internamento. Os resultados, citados pelo jornal inglês "The Guardian", deixam os especialistas "muitos satisfeitos" com a eficácia das vacinas na redução da pandemia do coronavírus.

Com um em cada três israelitas já vacinados, uma fração muito maior do que a de qualquer outro país, Israel, que tem 9,1 milhões de habitantes, parece ser o melhor estandarte para o lançamento mundial da vacina.

Vacinar 24 horas por dia

O país​​​​ adotou uma política de vacinação 24/7 e priorizou as populações vulneráveis, incluindo 70% de pessoas com mais de 60 anos que já receberam as duas doses prescritas da vacina Pfizer/BioNtech.

Israel está a inocular até 200 mil pessoas por dia e, na semana passada, disponibilizou já a vacina a todos os residentes com mais de 35 anos. Estudantes do ensino secundário entre os 16 e os 18 anos também estão incluídos, na esperança de poderem fazer os exames curriculares.

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Vacina é 92% eficaz, diz estudo

O Ministério da Saúde de Israel divulgou os primeiros resultados oficiais na semana passada, mostrando que apenas 317 entre 715.425 pessoas, ou seja 0,04%, foram infetadas uma semana após serem vacinadas contra a doença respiratória. Entre esses vacinados que foram infetados, só 16 tiveram que ser tratados no hospital, o que dá apenas 0,002% do total.

O Maccabi Healthcare Services, um hospital privado de saúde, divulgou esta semana um outro estudo encorajador: de 163 mil israelitas que receberam as duas doses da vacina, apenas 31 foram infetados, em comparação com quase 6.500 infetados entre um grupo de controlo de pessoas que não foram ainda vacinadas.

Os dados sugerem que a vacina tem 92% de eficácia, muito perto da efetividade de 95% que a Pfizer anuncia. "Esta é uma notícia muito, muito boa", disse o médico Anat Ekka Zohar, vice-presidente do Maccabi Healthcare Services.

Menos casos do que em Portugal

Em comparação com Portugal, Israel está muito melhor no quadro da pandemia.

O nosso país, com 10,1 milhões de habitantes, regista nesta altura 720 mil casos de infeção e 12 mil mortos. Israel, com 9,1 milhões de pessoas, tem 643 mil casos e contabiliza apenas 4786 mortes, segundo números relatados pelo site Worldometer.

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