Covid-19

Vacina da AstraZeneca "é segura e eficaz", diz EMA

Vacina da AstraZeneca "é segura e eficaz", diz EMA

A Agência Europeia do Medicamento confirmou, esta quinta-feira, que a vacina da AstraZeneca é "segura e eficaz". Mas a investigação continua.

O regulador da União Europeia concluiu que os poucos casos de formação de coágulos sanguíneos ou episódios trombóticos em pessoas imunizadas com a AstraZeneca (em 20 milhões de vacinados, foram detetados pouco mais de 40 casos) não estão associados ao fármaco anglo-sueco.

O comité da Agência Europeia do Medicamento (EMA) responsável pela avaliação da segurança da vacina "chegou a uma conclusão científica clara: esta é uma vacina segura e eficaz". "Os benefícios em proteger a população contra a covid-19 com os riscos associados de mortes e hospitalizações continuam a compensar os possíveis riscos", afirmou, esta quinta-feira, a diretora-executiva da EMA, Emer Cooke, salientando que, de acordo com as primeiras conclusões do comité, "a vacina não está associada ao aumento do risco geral de evento de tromboembolismo ou coágulos".

Ainda assim, com base nas informações disponíveis, a Agência Europeia ainda "não pode descartar definitivamente" a relação de causa/efeito entre a vacina e os casos reportados, disse Emer Cookie, apelando à manutenção da vigilância de efeitos secundários. A EMA vai continuar a investigar mais a fundo e esta nota vai ser acrescentada à informação do produto.

"As conclusões científicas dão aos estados-membros a informação que precisam para tomar uma decisão informada sobre o uso da vacina da AstraZeneca", afirmou ainda a responsável, numa altura em que vários países, incluindo Portugal, suspenderam já a administração da vacina.

Na mesma linha, Sabine Strauss, presidente do comité de segurança que investigou a literatura disponível e os casos de tromboembolismo em toda a Europa, garantiu que não foi encontrado "nenhum problema com os lotes da vacina que justificasse os casos de coágulos no sangue relatados".

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"Em alguns casos, minúsculos coágulos foram desenvolvidos em vários vasos sanguíneos nos primeiros sete a 14 dias depois da vacinação", detalhou a responsável, adiantando que, por agora, as informações existentes "não são suficientes para concluir com certeza se estes casos são de facto causados ​​pela vacina ou não".

Entretanto, o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, André Moz Caldas, considerou o anúncio da EMA "uma boa notícia" e remeteu para breve uma conferência de imprensa dedicada à matéria por parte do Infarmed, DGS e da equipa da vacinação.

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