Covid-19

Vacina da AstraZeneca passa a chamar-se Vaxzevria mas distribuição não muda

Vacina da AstraZeneca passa a chamar-se Vaxzevria mas distribuição não muda

A vacina da ​​​​​​​AstraZeneca contra a covid-19 passou a denominar-se Vaxzevria após o aval da Agência Europeia do Medicamento (EMA). Mas nada muda.

A informação sobre a nova designação desta vacina - envolta em polémica por a farmacêutica ter falhado o acordado com Bruxelas sobre entregas para a União Europeia (UE) e pelo surgimento de coágulos sanguíneos em vacinados - consta de uma atualização ao produto, publicada esta terça-feira pela EMA. Questionada pela agência Lusa sobre o anúncio, fonte oficial da farmacêutica indicou que "a mudança para um nome comercial é habitual e está planeada há vários meses". "Esta alteração não significa qualquer mudança na política da AstraZeneca de distribuição da vacina - sem lucro durante a pandemia", adiantou.

Nessa atualização sobre o fármaco datada de segunda-feira, a EMA divulga que, além da mudança do nome, "foi incluído na informação sobre o produto um aviso sobre eventos de coágulos sanguíneos específicos muito raros, enquanto estão em curso mais investigações sobre uma possível relação causal com a vacina". "As pessoas vacinadas devem procurar atenção médica imediata se ocorrerem sintomas de coagulação e/ou hemorragia do sangue", reforça o regulador no documento, insistindo que "os benefícios da Vaxzevria na prevenção da covid-19 continuam a superar os riscos".

Nesta atualização, a EMA refere ainda que, desde a aprovação da vacina na UE em 29 de janeiro passado e até à passada quinta-feira, "mais de 10 milhões de doses de Vaxzevria foram administradas na UE e Espaço Económico Europeu", muito abaixo das 120 milhões de doses acordadas entre a farmacêutica e a Comissão Europeia para este primeiro trimestre.

Outra polémica esteve relacionada com os episódios de aparecimento de coágulos sanguíneos e da morte de pessoas inoculadas com este fármaco, que levaram a maioria dos países europeus, incluindo Portugal, a suspender por uns dias a administração desta vacina, situação ultrapassada após a garantia da EMA de que é "segura e eficaz".

Da informação do produto emitida pela EMA consta agora a indicação de que "foi observada muito raramente uma combinação de trombose e trombocitopenia, em alguns casos acompanhada de hemorragias, após a vacinação com Vaxzevria", pelo que os profissionais de saúde "devem estar atentos aos sinais e sintomas".

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