Crise

Washington rejeita "teatro diplomático" russo face ao "início" da invasão

Washington rejeita "teatro diplomático" russo face ao "início" da invasão

Os EUA criticaram, esta quarta-feira, o "teatro diplomático" da Rússia, embora tenham insistido na sua disposição de retomar as negociações se Moscovo mostrar "seriedade", quando sobem de tom as tensões sobre o "início" de uma invasão no leste ucraniano.

A crítica dos norte-americanos surgiu numa conferência de imprensa do porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, um dia depois de o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, ter cancelado a reunião, marcada para quinta-feira em Genebra (Suíça), com o seu homólogo russo, Sergey Lavrov.

"Este foi, de certa forma, um teatro diplomático por parte dos russos, que fizeram declarações de compromisso com uma via diplomática, enquanto as ações sugeriam exatamente o contrário", disse Ned Price.

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O porta-voz dos Estados Unidos enfatizou que Washington continua "aberto à diplomacia", mas "apenas se Moscovo for sério".

"Não nos vamos envolver neste simulacro", advertiu Ned Price, sublinhando que a Rússia já "começou a invasão" da Ucrânia.

Um alto funcionário dos Estados Unidos disse hoje que o Presidente russo, Vladimir Putin, "está tão pronto quanto pode estar" para iniciar uma invasão, com "quase 100%" das forças militares necessárias já posicionadas.

Vladimir Putin "tem quase 100% de todas as forças que calculamos que colocaria em ação" para invadir a Ucrânia, disse um oficial de defesa sob a condição de anónimo.

Segundo a fonte, 80% dos mais de 150 mil soldados russos presentes nas fronteiras ucranianas estão "em ordem de batalha", reunidos em formação de ataque a poucos quilómetros da fronteira.

A decisão "de ir [invadir a Ucrânia] realmente ou não é do Sr. Putin", observou, acrescentando que os russos "podem ir lá a qualquer momento".

A Casa Branca defendeu na quarta-feira sanções económicas "duras" contra a Rússia, tendo, ao mesmo tempo, advertido, que "são apenas uma demonstração" dos "custos crescentes" que Moscovo vai enfrentar se continuar com as suas ações no leste da Ucrânia.

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