China

Wuhan proíbe consumo de animais selvagens

Wuhan proíbe consumo de animais selvagens

A cidade chinesa de Wuhan, epicentro da pandemia da covid-19, proibiu o comércio e o consumo de animais selvagens durante os próximos cinco anos.

Em janeiro, os investigadores chineses anunciaram e defenderam a tese de que o novo coronavírus tinha infetado um ser humano após o consumo de um animal selvagem, um morcego, vendido no mercado de Wuhan.

A medida de proibir o consumo de animais selvagens surge num momento em que o país asiático está a ser pressionado internacionalmente para acabar com a venda destes produtos, apontados como possíveis transmissores do novo coronavírus, que já matou mais de 320 mil pessoas em todo o mundo.

O governo da cidade de 11 milhões de pessoas, epicentro da pandemia, anunciou a proibição do consumo e também da criação e da venda de animais exóticos, definindo toda a região com um santuário da vida selvagem.

As exceções são apenas para "pesquisa científica, regulação populacional, monitorização de doenças epidémicas e outras circunstâncias especiais", explicaram as autoridades.

O decreto inclui também o comércio online de animais selvagens e dos seus derivados.

A China já tinha banido a venda de animais selvagens para alimentação, mas o seu comércio continua a ser feito de forma legal por outros motivos, nomeadamente de utilização em técnicas de medicina tradicional.

Agricultores compensados para parar de criar animais exóticos

Várias províncias chinesas já implementaram um programa para compensar financeiramente os criadores de animais selvagens, de forma a conseguir conter a prática.

Os criadores destas espécies estão a ser apoiados na província de Hubei, onde se encontra a cidade de Wuhan, através do programa de incentivos para garantir meios de subsistência alternativos, como a produção de chá ou de vegetais.

Um programa de crédito está também em curso para ajudar os que abandonem o setor dos animais selvagens, para travar o comércio de espécies com muita criação, como cobras, civetas ou ratos.

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