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Covid-19

DGS alarga recomendação de uso de máscara. Saiba se deve usar

DGS alarga recomendação de uso de máscara. Saiba se deve usar

A Direção-Geral da Saúde (DGS) alargou, esta sexta-feira, a recomendação de uso de máscara cirúrgica para proteção à covid-19 a profissionais "fora das instituições de saúde" e se estende aos "profissionais de atendimento ao público".

Numa norma publicada esta sexta-feira sobre "Equipamentos de Proteção Individual para Não Profissionais de saúde", a DGS diz que a máscara cirúrgica é "aconselhada fora das instituições de saúde" para quem possa "contactar diretamente com doentes suspeitos ou confirmados de covid-19", bem como "com material utilizado pelos doentes", abrangendo bombeiros, serviços de "limpeza e lavandaria", profissionais ou voluntários de lares ou "pessoas institucionalizadas", apoio "aos sem-abrigo" e funcionários de morgues ou cemitérios.

A DGS fez ainda uma lista de "grupos profissionais, tarefas ou situações em que pode ser aconselhado o uso de máscara cirúrgica".

Aqui estão citados os guardas prisionais, forças de segurança, profissionais de alfândegas, aeroportos e portos e manutenção de ar condicionado; distribuição de bens essenciais ao domicílio; profissionais de limpeza de ruas e recolha de resíduos urbanos.

A recomendação estende-se a trabalhadores no atendimento ao público, "quando não seja possível a instalação de barreira física". A DGS não especifica, mas abre a porta a que a máscara seja aconselhável nas caixas de supermercados, padarias ou serviços de take away.

Esta norma surge no dia em que o presidente do Conselho de Escolas Médicas Portuguesas (CEMP), Fausto Pinto, criticou a posição da Direção-Geral da Saúde sobre as máscaras de proteção face à pandemia de covid-19. "O que temos é que não há máscaras suficientes e, por isso, arranjou-se um artifício, uma desculpa, dizendo que as máscaras não são eficazes", disse.

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Também esta sexta-feira, o Instituto Robert Koch (RKI), entidade responsável pela prevenção e controlo de doenças na Alemanha, mudou de posição e considera afinal que usar máscaras faciais em espaços públicos pode ajudar a conter a propagação do novo coronavírus.

Portugal regista esta sexta-feira 246 mortes associadas à covid-19, mais 37 do que na quinta-feira, e 9.886 infetados (mais 852), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Na norma divulgada esta sexta-feira, a DGS deixa instruções para o uso correto da máscara cirúrgica. A saber:

a) Higienização das mãos, com água e sabão ou com uma solução à base de álcool, antes
de colocar a máscara;
b) Colocação da máscara cirúrgica com o lado branco (face interna) virado para a cara, e
o lado com outra cor (face externa) virado para fora;
c) Ajuste da extremidade rígida da máscara ao nariz, cobrindo a boca, o nariz e o queixo
com a máscara, certificando que não existem espaços entre o rosto e a máscara;
d) Não se deve tocar na máscara enquanto esta estiver em utilização; caso tal aconteça,
deve ser feita imediatamente higienização das mãos;
e) A máscara deve ser substituída por uma nova assim que se encontre húmida;
f) Não devem ser reutilizadas máscaras de uso único;
g) A remoção da máscara deve ser feita a partir da parte de trás (não tocando na frente
da máscara), segurando nos atilhos ou elásticos;
h) A máscara deve ser descartada para um contentor de resíduos;
i) Deve ser feita nova higienização das mãos, no final da utilização da máscara.

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