Estudo

43% dos docentes recusam avaliar tarefas feitas online

43% dos docentes recusam avaliar tarefas feitas online

Quase metade dos professores rejeita que as tarefas feitas à distância contem para a classificação final.

Um inquérito sobre o ensino à distância, realizado entre 2 e 6 de abril, indica que apenas 23% dos professores afirmaram que os alunos realizaram "a totalidade" ou "a quase totalidade" das tarefas propostas no final do 2.º período.

O estudo revela também uma divisão dos docentes relativamente à avaliação no 3.º período: 43,3% consideram que as tarefas feitas à distância não devem contar para nota, enquanto 46,6% responderam que deve contar, mas com peso reduzido na classificação final.

O inquérito, lançado pelo blogue ComRegras, sublinha a "diferença significativa" do nível de execução das tarefas pedidas online e os trabalhos pedidos nas aulas.

"É um valor baixo que pode ser explicado por ser a primeira vez que os alunos foram confrontados com aulas à distância" ou por "haver algum desleixo por ser o fim do 2.º período", admite o professor e autor do blogue, Alexandre Henriques, que faz um "alerta para o 3.º período".

O inquérito revela também que a esmagadora maioria dos professores (92,5%) aderiu ao ensino à distância e que a "maioria dos alunos tem acesso à Internet". Apenas 4,6% dos docentes responderam que os seus alunos não tinham acesso online. Sobre as estratégias escolhidas, metade dos professores respondeu que preferia "enviar atividades para os alunos realizarem", enquanto 3,6% preferiam "aulas em direto".

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