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55 mil pombos portugueses largados nos céus da Península Ibérica

55 mil pombos portugueses largados nos céus da Península Ibérica

É uma das maiores soltas de pombos-correios da Europa, uma prova de longa distância que conta com a participação de 14 associações distritais portuguesas, 400 clubes e 8000 columbófilos (pessoas que praticam o ato de criação, seleção e cultivo de pombos-correio para competição). A solta dos pombos ocorre este sábado de manhã, dia 4 de junho, em Valência, Sul de Espanha, entre as 6.30 e as 6.45 da manhã. Os pombos deverão demorara cerca de 10 horas a regressar aos sues pombais de origem.

Quinze camiões TIR, carregados com os 55 mil pombos portugueses devidamente preparados durante vários meses de competição, partiram no dia 2 de junho de várias zonas do país para a região de Valência, onde vão participar na 2ª Clássica Nacional de Fundo. É uma prova organizada pela Federação Portuguesa de Columbofilia (FPC) e que conta para o Campeonato Nacional de Fundo, envolvendo vários columbófilos e amantes da competição que é um desporto de família.

A competição, que desperta o interesse de praticantes de todo o mundo, é de grande exigência e espetacularidade. "É uma prova com uma distância média de 750 km e, caso as condições atmosféricas assim o permitam, os pombos-correio podem atingir velocidades de 110km/h", afirma Almerindo Mota, diretor desportivo da Federação Portuguesa de Columbofilia.

Transportados em escuridão

Os "atletas" são soltos em Espanha e atravessam o território ibérico, demorando entre 8 a 10 horas de voo para chegarem aos seus pombais, localizados normalmente nas casas de columbófilos de norte a sul de Portugal. "Eles são treinados durante todo o ano, em diversas provas, o que demonstra sua inteligência. Porque eles são transportados em completa escuridão até Espanha e, quando são soltos, sabem para onde têm de ir, quer seja Viana ou Faro", explica Almerindo Mota.

Mesmo assim, nada garante que todos os pombos-correio consigam regressar são e salvos aos seus pombais. "Podem enfrentar tempestades e são ameaçados por predadores, como as aves de rapina", acrescenta.

Esse fator não impede que a competição atraia imensas pessoas pela curiosidade de como estas aves descobrem o caminho. "São lançados às primeiras horas do dia porque o ar é mais fresco e têm mais tempo para chegarem a casa, porque eles orientam-se especialmente pela luz", completa Almerindo Mota. A prova conta com o apoio do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e tem o patrocínio da Benzing e da Pet Cup.

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