Ensino

900 milhões de euros para recuperar aprendizagens

900 milhões de euros para recuperar aprendizagens

O plano de recuperação das aprendizagens receberá uma dotação de 900 milhões de euros. A estratégia está definida: a recuperação será feita durante os próximos dois anos letivos através do reforço dos recursos humanos, nomeadamente 3300 professores, da autonomia da gestão das escolas e da flexibilização curricular, garantiram esta terça-feira primeiro-ministro e ministro da Educação.

Tal como aconteceu este ano letivo, cada agrupamento definirá o seu plano de recuperação a partir das orientações dadas pela tutela. Por exemplo, os alunos que passarem de ano com negativa a uma ou duas disciplinas podem no próximo ano frequentar essas disciplinas no ano anterior durante um tempo para que possam recuperar.

"Há aprendizagens que foram comprometidas num número muito significativo de alunos, Importa recuperar o que não se aprendeu e garantir que ninguém fica para trás", garantiu Tiago Brandão Rodrigues, na Básica Dr. Azeredo Neves, na Amadora.

O "plano 21/23 Escola +" prometido para maio foi aprovado na generalidade, seguir-se-ão as consultas formais e só depois será totalmente fechado, explicou o ministro. Será plurianual para que possa ter previsibilidade e planeamento e também ser monitorizado, precisou Tiago Brandão Rodrigues, na Básica Dr. Azeredo Neves, na Amadora.

O investimento anunciado será dividido entre o reforço de recursos humanos (140 milhões de euros), formação de docentes e não docentes (43,5 milhões), recursos digitais (47,3 milhões). A maior fatia irá para o apetrechamento e infraestruturas (670,5 milhões de euros). No total, serão gastos 901,3 milhões de euros na recuperação das aprendizagens prejudicadas pelo impacto da pandemia no ensino, nomeadamente nos meses passados em ensino à distância.

Mais tempo de aulas semanais ou o prolongamento do calendário escolar não estão previstos, sublinhou. A aposta é na diversificação das metodologias. A generalização dos Clubes Ciência Viva, o reforço do programa Tutorial Específico, mais oficinas de escrita ou aumento dos livros nas bibliotecas escolares.

O programa Estudo em Casa será transformado num serviço de apoio ao estudo com a produção de recursos para que os alunos possam esclarecer dúvidas.

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"A metodologia escolhida já se estranhou mas felizmente já se entranhou: descentralização, autonomia e flexibilidade. O que chamo o triângulo de sucesso nas escolas", defendeu António Costa.

O primeiro-ministro garantiu que o reforço de recursos será feito "à medida das necessidades específicas do projeto e das estratégias de recuperação" de cada estabelecimento. Será o "grande desafio" não só das escolas mas também no âmbito da recuperação da pandemia que não tem causado apenas sequelas na Saúde e Economia, frisou.

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