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Elvira Fortunato: a cientista que vai tomar conta da Ciência e do Superior

Elvira Fortunato: a cientista que vai tomar conta da Ciência e do Superior

A cientista Elvira Fortunato é a nova ministra da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, sucedendo assim a Manuel Heitor. É uma das novidades da nova equipa governativa de António Costa.

A vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa foi a primeira investigadora portuguesa a vencer uma bolsa de 3,5 milhões para criar um laboratório dedicado aos nanomateriais e nanofabricação. Engenheira de formação, especializou-se em microeletrónica e optoeletrónica. Foi a inventora do transístor de papel.

Venceu o prémio pessoa no ano passado. "A ideia de usar o papel como um 'material eletrónico' abriu portas, em 2016, para futuras aplicações em produtos farmacêuticos, embalagens inteligentes ou microchips recicláveis, ou até páginas de jornal ou revistas com imagens em movimento", sublinhou o júri.

"Hoje em dia, vivemos num mundo em que a ciência é fundamental. Penso que o cidadão comum percebeu a importância que a ciência tem e a importância de investir em ciência", reagiu numa entrevista há um ano aquando da divulgação do prémio.

Precariedade e financiamento são "maiores desafios"

"O Snesup [Sindicato Nacional do Ensino Superior] felicita e deseja um bom mandato à professora Elvira Fortunato, que esperamos seja de inversão relativamente às políticas seguidas por Manuel Heitor", começa por sublinhar Mariana Gaio Alves.

O elevado número de professores e de investigadores precários, assim como o subfinanciamento crónico do setor são problemas que se arrastam e agravam sem soluções, alerta a presidente do Snesup. O aumento do número de estudantes no Ensino Superior, tão desejado e importante para o desenvolvimento do país, exige que as instituições tenham condições, insiste.

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"Sendo uma investigadora de renome mundial é bem conhecedora das condições com que se faz investigação em Portugal", frisa o líder da Federação Nacional de Professores (Fenprof), "E uma das medidas que terá de rapidamente resolver é a precariedade que fustiga todo o aparelho científico", insiste Mário Nogueira.

A avaliação e revisão do Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior, cuja lei previa a sua própria revisão em 2012 ainda não foi feita. "Já lá vão dez anos, que seja uma medida também prioritária", diz, referindo que a Fenprof lançou uma petição a favor da revisão da lei.

"Esperemos que por um lado mantenha o clima de diálogo, que foi possível manter com Manuel Heitor, mas que consiga ser mais consequente na resolução dos problemas".

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