Covid-19

Açores registam um caso de infeção em participante de festejos do Sporting

Açores registam um caso de infeção em participante de festejos do Sporting

Os Açores têm até ao momento apenas registo de um caso de infeção pelo novo coronavírus numa pessoa que admitiu ter participado nos festejos da conquista do campeonato nacional de futebol.

"Já temos um caso positivo que referiu ter estado em festejos. Se houve mais casos associados ou se essa pessoa, de facto, ficou infetada no decorrer dos festejos não se sabe. Agora há relato de um caso positivo que referiu ter participado nos festejos do campeonato nacional pelo Sporting", adiantou o diretor regional da Saúde dos Açores, Berto Cabral, numa conferência de imprensa em Angra do Heroísmo.

Na semana passada, o secretário regional da Saúde e Desporto, Clélio Meneses, admitiu recear um aumento de casos de infeção pelo novo coronavírus que provoca a doença covid-19, na sequência dos festejos que juntaram centenas de pessoas nas maiores cidades do arquipélago, sem uso de máscara ou distanciamento social.

"O que ocorreu na passada terça-feira não foi um bom exemplo, com as comemorações da vitória de uma prova desportiva. Tememos que os comportamentos desrespeitadores das normas sanitárias e jurídicas possam ter afetado o caminho e o esforço que temos feito", afirmou Clélio Meneses, na quinta-feira da semana passada.

Os Açores têm atualmente 239 casos ativos de infeção pelo novo coronavírus que provoca a doença covid-19, dos quais 234 em São Miguel, quatro na Terceira e um em São Jorge.

Na ilha de São Miguel, há apenas duas freguesias com mais de cinco casos ativos: Água de Alto, em Vila Franca do Campo, com oito casos, e Rabo de Peixe, na Ribeira Grande, com 158.

Nos últimos sete dias, foram detetados em Rabo de Peixe 97 novos casos de infeção, o que corresponde a uma "taxa de incidência de 1094 casos por 100 mil habitantes".

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Com cerca de 10 mil habitantes, a vila de Rabo de Peixe esteve cerca de dois meses sujeita a cerca sanitária, mas desta vez essa hipótese não foi colocada, segundo o diretor regional da Saúde, "fruto das novas formas de proteção que existem".

"Num momento em que uma parte considerável da população mais vulnerável já está vacinada não é uma situação que se coloque a aplicação de uma cerca sanitária à vila de Rabo de Peixe", disse.

Questionado sobre a possibilidade de se avançar com uma vacinação contra a covid-19 em massa nesta vila, como propôs o grupo parlamentar do PS/Açores, Berto Cabral também afastou essa hipótese, alegando que a população mais vulnerável "já tem o seu processo de vacinação concluído".

A vila de Rabo de Peixe ficará, contudo, sujeita a medidas mais restritivas do que as previstas no nível de risco mais alto de transmissão do novo coronavírus aplicado nos Açores.

Na ilha de São Miguel, os concelhos de Vila Franca do Campo e Nordeste estão em alto risco, a partir da meia-noite de sábado, Ribeira Grande em médio risco, Povoação em baixo risco e Ponta Delgada e Lagoa em muito baixo risco. As restantes ilhas dos Açores continuarão em muito baixo risco.

Desde o início da pandemia foram diagnosticados na região 5279 casos de infeção, tendo ocorrido 4880 recuperações e 32 mortes. Saíram do arquipélago sem terem sido dadas como curadas 79 pessoas e 49 apresentaram comprovativo de cura anterior.

A avaliação do nível de risco nos Açores tem por base um modelo alemão, de semáforos, e é calculado em função do número de novos casos de covid-19 por 100 mil habitantes num período de sete dias. Existem cinco níveis de risco: muito baixo (menos de 25 casos por 100 mil habitantes), baixo (entre 25 e 49 casos por 100 mil habitantes), médio (entre 50 a 74 casos por 100 mil habitantes), médio alto (entre 75 e 99 casos por 100 mil habitantes) e alto (mais de 100 casos por 100 mil habitantes).

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