Pandemia

Alemanha coloca Portugal na "lista vermelha" de viagens

Alemanha coloca Portugal na "lista vermelha" de viagens

As autoridades sanitárias da Alemanha colocaram Portugal na "lista vermelha", uma decisão que vigorará a partir de terça-feira (dia 29) e que obrigará todos os viajantes provenientes do território português a uma quarentena de 14 dias.

"Portugal é classificado como uma área de variantes [do SARS-CoV-2] de preocupação inicialmente durante duas semanas", dá conta a decisão do Instituto Robert Koch, a agência federal de saúde da Alemanha, acrescentando "que uma extensão" deste período "é possível".

A Rússia também foi considerada uma área de preocupação em relação a variantes do SARS-CoV-2 e, assim como Portugal, integrou a "lista vermelha" alemã.

O jornal alemão "Frankfurter Allgemeine" sublinha que esta é a "primeira vez em várias semanas" que um país que integra a União Europeia é colocado na lista de maior risco. O "FAZ" acrescenta que é "má sorte para os turistas" alemães que já estão em Portugal, ou para os que têm pensado fazer férias no país.

O período de 14 dias de quarentena passa a ser obrigatório, mesmo com a apresentação de teste negativo, comprovativo da toma completa da vacina ou comprovativo de imunidade. Passa também a ser obrigatório para os estrangeiros não residentes na Alemanha um registo digital prévio à entrada no país.

A decisão entrará em vigor às 00.00 horas de terça-feira (29 de junho).

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Na sua origem estará o aumento da taxa de incidência de Portugal, que regista 137,5 casos por 100 mil habitantes. O número atual de infetados supera os 30 mil.

Na terça-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, criticou a falta de regras comuns na União Europeia (UE) relativamente às viagens e utilizou como exemplo o aumento de infeções em Portugal, uma situação que "podia ter sido evitada".

"O que lamento é que ainda não tenhamos sido capazes de alcançar um comportamento uniforme entre os Estados-membros em termos de restrições de viagem, isto é um retrocesso (...). Temos agora uma situação em Portugal, que talvez pudesse ter sido evitada", explicitou durante uma conferência de imprensa em Berlim.

Um documento da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge (INSA) indicou, esta sexta-feira, que a variante Delta, detetada na Índia, deverá ser responsável por mais de 70% das infeções na região de Lisboa e Vale do Tejo e que já poderá ser a predominante em Portugal.

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