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Ana Gomes tomou vacina da gripe "proibida"

Ana Gomes tomou vacina da gripe "proibida"

Ana Gomes admitiu que tomou uma vacina contra a gripe, trazida de França por uma amiga. O Infarmed já disse que a atitude da candidata às eleições presidenciais "não tem suporte legal" e que a toma da vacina, daquela forma, é proibida.

Um desabafo de Ana Gomes nas redes sociais acabou por revelar que a candidata às eleições presidenciais de 24 de janeiro poderá ter cometido uma ilegalidade. Ana Gomes revelou, no Twitter, que tomou uma vacina contra a gripe, trazida de França por uma amiga, depois de esperar três meses que aquela vacina estivesse disponível na farmácia onde a encomendou.

"Farta de esperar disponibilidade em farmácia onde me inscrevi em setembro, acabei por tomar vacina contra a gripe, trazida por uma amiga de França. Pior de tudo foi ouvir da farmacêutica que há vacinas, mas reservadas para certas pessoas de certas empresas, que as compram. Como é que é DGSaúde?", escreveu Ana Gomes, no Twitter, provocando uma onda de protestos.

Entretanto, o Infarmed veio a público esclarecer que aquele tipo de importação de medicamentos é proibida. "A importação de medicamentos para uso próprio pelos utentes não tem suporte legal e acarreta riscos para a saúde dos consumidores", afirma a Autoridade Nacional do Medicamento.

Primeiro, segundo o Infarmed, "os consumidores só podem adquirir medicamentos nas farmácias (comunitárias e hospitalares) e nos locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica". Acresce que a entrada de medicamentos em Portugal só pode ser feita, se for acompanhada por receita médica ou por "declaração do médico que descreva os medicamentos que habitualmente utiliza". Além disso, se se tratar de um medicamento que "não está autorizado/disponível em Portugal, a sua obtenção terá que ser feita através de uma autorização de utilização especial, a qual apenas é permitida às farmácias comunitárias e hospitalares".

A Autoridade do Medicamento avisa ainda que é preciso ter cuidado com a toma de medicamentos, porque "podem não estar garantidas as condições de segurança, qualidade e eficácia, quer durante o processo de aquisição quer durante o transporte".

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Ana Gomes garante que "não arranjou qualquer esquema". "Essa minha amiga é portuguesa e vive em França, trouxe a vacina para o marido, que é britânico, mas o marido entretanto tinha tomado e ela tinha uma vacina a mais", explicou.

A candidata também assegura que desconhecia que pudesse estar a cometer uma ilegalidade. Aliás, a candidata estranha que a farmácia não tivesse levantado qualquer problema. "Pediram o meu cartão de cidadão, depois da toma da vacina e os meus dados foram registados. Não levantaram qualquer problema", vinca.

Quanto à segurança do uso daquela vacina, Ana Gomes garante que teve o medicamento sempre guardado no congelador.

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