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Antes de Chicão já houve três sub-40 a liderar o CDS

Antes de Chicão já houve três sub-40 a liderar o CDS

Francisco Rodrigues dos Santos, eleito presidente do CDS no congresso deste fim de semana, chega ao cargo aos 31 anos. É uma idade pouco comum em líderes de partidos políticos, mas não tanto no caso dos democratas-cristãos: dos sete presidentes que o partido teve antes, três foram eleitos antes dos 40 anos - e um deles, Manuel Monteiro, tornou-se líder quando ainda nem tinha completado 30.

Tudo tem acontecido rápido no percurso político de Francisco Rodrigues dos Santos, advogado, nascido em Coimbra: em 2015, o último ano do Governo de Passos Coelho, foi adjunto de Pedro Mota Soares, então ministro do Trabalho e da Segurança Social; no fim desse ano, foi eleito líder da Juventude Popular (JP); e, desde 2017, é membro da Assembleia Municipal de Lisboa.

Não chegou a ter experiência de deputado - era o segundo das listas do CDS pelo Porto nas últimas legislativas mas, vítima do mau resultado do partido que fez cair o grupo parlamentar de 18 para 5 deputados, falhou a eleição -, embora isso não o tenha impedido de ter sido o candidato mais votado pelos militantes democratas-cristãos no congresso de Aveiro. Chega à liderança aos 31 anos, tornando-se o presidente mais novo do partido desde Manuel Monteiro (1992-1998).

Manuel Monteiro ainda nem era "trintão"

Monteiro, antigo presidente do CDS - e candidato a reentrar no partido, embora a ficha de militante ainda não tenha sido aceite - é, de resto, quem retira a Francisco Rodrigues dos Santos o estatuto de líder mais novo de sempre do partido. Candidato ao cargo mais alto do CDS durante o X Congresso, realizado em Março de 1992, Monteiro chegou ao cargo aos 29 anos - faria os 30 no mês seguinte.

De resto, Diogo Freitas do Amaral - que até agora era o segundo líder mais jovem do CDS - foi eleito pela primeira vez líder, em 1975, com 33 anos (sê-lo-ia novamente em 1988, aos 46 anos); Paulo Portas surge a seguir - em 1998, quando chegou pela primeira vez à presidência do partido (1998-2005), tinha 35 anos. Regressaria, em 2007, já com 44, ficando à frente do partido até 2016. Francisco Lucas Pires foi o outro "trintão" a tomar conta do CDS, tendo sido eleito, em 1983, com 38 primaveras.

Assunção Cristas, que agora deixa a liderança do CDS, ocupava o cargo desde 2016, tendo chegado ao poder com 41 anos; os únicos cujos mandatos começaram já depois dos 50 são José Ribeiro e Castro, escolhido para líder aos 51 anos de idade, em 2005; e Adriano Moreira, que presidiu ao partido entre os 63 e os 65 anos, num percurso iniciado em 1985.

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